QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mercúrio na casa sete

Ontem eu fui ver Meu nome não é Johnny e positivamente me surpreendi. O filem aborda, de maneira bastante forte, muitas questões polêmicas, que não é fácil abordar normalmente, mas de maneira sútil. Diria que todos são os públicos do filme, psicólogos, educadores, filhos, pais e crianças, sim, crianças, apesar da classificação de 14 anos, que na verdade é um absurdo.

Por que um filme, de um problema comum nos dias de hoje, pode ser tão multifacetado assim? Os problemas apresentados, sutilmente, são os seguintes: separação de pais, exemplo e estrutura familiar, amizades perigosas,loucuras por amizades, amor bandido, profissão ilegal, corrupção e incompetência das instituições públicas, lealdade, amor de mãe, arrependimento, justiça, punição, tráfico internacional, denúncia e duas que me chamaram muito a atenção: inteligência e sorte.


Sem dúvidas, o protagonista do filme é uma pessoa de intelecto privilegiado, mas não apenas isso, acima de tudo possui sorte. Essa combinação fez com que ele conseguisse vencer os maiores desafios na sua vida. De maneira correta ou não, isso se resume em uma das frases mais inocentes do filme, mas muito explicativa: "não são todos que nascem com Mercúrio na casa sete". E isso é verdade.

João Estrella consegue um misto de inteligência e sorte ao longo da sua vida que é de invejar qualquer telespectador. Basta ver o filme que tudo, para ele dá certo, mesmo quando dá errado e vice-versa. Quando está no lado do crime, quando tudo está errado, tudo dá certo, ele cresce em suas atividades e vai conseguindo fama, até uma carreira internacional de 5 a 6 dígitos de pagamento (seria em reais? Isso não ficou claro, mas era muita grana).


MAs chega uma hora que tudo dá errado, quando ele finalmente deve acertar as contas com a justiça, devendo ser julgado por uma juíza mão de ferro. À primeira vista deu tudo errado, mas ali foi o maior certo de sua vida. Ou seja, quando tudo parecia errado, as coisas começaram a dar certo. A magistrada com certeza era conhecida por mão de ferro por aplicar penas duras aos condenados por ela. Quanta sorte de Estrella ao se deparar com ela, imagina se ele pegasse um "bonzinho" que lhe encurtasse a pena pela metade? Pelas contas, ele ainda estaria vendo o sol nascer quadrado...

3 comentários:

Unknown disse...

Como não tenho está brilhante capacidade de jogar com as palavras e complementado o sentido dos artigos anteriores, desta vez me valho da Pedagogia da Autonomia para saudar tal reflexão: "Por mais que me desagrade uma pessoa não posso menospreza- lá com um discurso em que, cheio de mim mesmo, decreto sua incompetência absoluta. Discurso em que,cheio de mim mesmo, trato-a com desdém, do alto de minha falsa superioridade. A mim não me dá raiva mas pena quando pessoas assim raivosas, arvoradas em figuras de gênio, me minimizam e destratam. É cansativo, por exemplo, viver a humildade, condição "sine qua" do pensar certo, que nos faz proclamar nosso próprio equívoco,que nos faz reconhecer e anunciar a superação que sofremos."

butterfly disse...

blá, blá, blá... a sociedade tem que começar a, efetivamente, ver as penas aplicadas pela justiça como forma de melhorar o cidadão. A juíza já faleceu, mas semana passada recebeu uma homenagem.

Larissa de Moraes Gomes disse...

Hum..... quero ver tb!