QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O primeiro conto

Charles sempre foi um rapaz teimoso e criativo. Além de grande inteligência, possuía uma grande inteligência emocional, sabia lidar com qualquer tipo de pessoa e sempre que chegava em um novo círculo, logo se enturmava. Era muito querido por seus antigos amigos pela presteza que tinha em ajudá-los a solucionar os problemas diários acabou com a fama de terapeuto da grupo.

Aos 21 anos terminou seu curso de veterinária e não via a hora de, finalmente, engajar profissionalmente na atividade que mais gostava de fazer: cuidar de cachorros. Pela competência ganhou três convites de trabalho, das quais uma foi logo descartada; ficou na dúvida entra a clínica de animais que mais pagava com luxo e a outra que pagaria um bom salário e que ainda praticava pesquisas.

Ficou com última e logo no primeiro dia ele teve uma das mais belas visões de sua vida. Na entrada da clínica um golden retriever lindo, peludo, daqueles de ganhar competição entrava guiando uma bela jovem. Olhar penetrante, andar sinuoso, cabelo em harmonia com cada curva de seu rosto... Só podia ser um presente de formatura atrasado. Naquele momento houve a certeza de que aquela era a mulher da sua vida! Seu coração já possuía uma dona.

Boqueaberto, sem acreditar que a mulher de seus sonhos estava com seu cão predileto, ele ficou estático, que se quebrou apenas na terceira vez que Lua, sim, esse era seu nome, pela terceira vez pediu informação sobre o atendimento de cães. Ela bem que tentou esconder, mas o sorriso que deu ao perceber a felicidade do rapaz selou o início de um grande amor.

Ao saber que o animal estava com um pequeno problema de pulgas, não sendo nada grave, Charles quebrou o código de ética e puxou assunto com a gata. Ela, por sua vez, não resistiu ao sarcasmo do rapaz e por muito tempo conversaram sobre pulgas, como se s caceira que um sentia pelo outro não acabasse nem com o melhor dos remédios existentes.

Depois de 3 horas, a jovem foi embora com seu cão, certa de que precisava voltar, mas torcia para que Charles pegasse seu telefone na ficha e ligasse... Ele bem que tentou, mas na emoção do encontro, só havia 7 dígitos no telefone preenchido na ficha. Foi quase uma facada no coraçao dele. Depois de três dias sem a tal da ligação, sofrendo pela rejeição de seu amor, o jeito foi inventar uma desculpa para ir à clínica...

Ela precisava ver aquele rapaz de novo, ne que fosse uma depesdida, ao mesmo tempo que ele não pensava em outro coisa, a não ser naquela linda mulher.

No caminho um terrível acidente aconteceu, um carro em alta velocidade atingiu dona e cão. Uma caridosa alma recolheu a jovem e a levou para um hospital, enquanto o cachorro, em estado terminal, agonizava na rua, manchada de sangue por todos os lados. Um criador de cães, ao passar pelo local, recolheu o Apache e o levou para clínica mais próxima. Charles ao receber o cão, viu seu nome na correntinha, se deseperou, pois o cão de sua amada corria riscos sérios...

Após a cirurgia, muitas felicidades, o cão em pouco tempo se recuperaria... O desespero veio depois, ao saber que a pancada na cabeça de Lua havia sido fatal e que nunca mais iria rever seu amor. Foram dias e mais dias sem trabalhar, sem ir a clínica e foi quando ele decidiu abandonar aquela profissão.

Charles passou a cuidar de Apache, que se tornaria um cão de rua, como uma boa lembrança daquele amor. O rapaz decidiu trabalhar em revistas especializadas em animais, pois já não conseguia lidar com eles diariamente. Apesar de lindos textos profissionais, sua dor por Lua ainda era muito grande. E foi aí que ele decidiu fazer seu primeiro conto, contando um pouco de sua história e de seu grande amor, que começou mais ou menos assim: "Charles sempre foi um rapaz teimoso e criativo...".

2 comentários:

Anônimo disse...

Será que não é possível amar novamente? Talvez não da mesma forma, mas eu acredito que sim.
Eu ainda acho que bloquear a veterinária seria encaixotar o Charles capaz de amar (o trabalho, os cães, uma mulher...).
Todavia, como eu tô mais pra psicoanalisada do que pra terapeuta, provavelmente a minha teoria toda está furada. ;)

ps: Moço da Redação, eu entrei aqui pra te mostrar o site da Aline. http://sublimesucubus.blogspot.com/
Em especial, vê a ultima linha do post de 17/02/08. Acho que esse pode ser um diagnóstico daí tb. hehehe Bjs

Larissa de Moraes Gomes disse...

Contou muito bem esse conto. Faça isso mais vezes.
:)
Beijos,
Larissa Gomes