Hoje eu tive um grande susto ao saber que o novo técnico da selação brasileira de basquete é um espanhol. Apesar do susto, não cheguei a ficar surpreso, porque depois dos comentários que fiz no meu antigo blog, era de se esperar mudanças. O Globo Esporte fruzou bem que o desejo da CBB é o de classificar a seleção masculina para os Jogos Olímpicos, pois já faz 12 que os rapazes de nosso país não conseguem sequer uma vaguinha nas Vila Olímpicas.
Mas deixando, pelo menos tentando, as lembranças de lado, vamos ao fato. A reportagem destacoou que o novo técnico é uma pessoa franca e direta, já com dois recados para os jogadores da NBA: se não quiser, não precisa jogar pelo Brasil. Ai ai ai, quanta coisa errada, primeiro porque QUALQUER pessoa sonha em jogar numa seleção, é como um sonho de menino. Segundo, não se trata apenas de querer unilaterlamente, os melhores do país formam mais do que um time, é uma família em torno de um objetivo comum, muito grande por sinal.
Aí já chega o cara com o pé no peito! O que ele quer, arrumar briga com a elite do basquete? Entendida a reportagem, eu quero mesmo é escrever sobre outra coisa, o jeito dado para colocar o Brasil em quadra em Pequim. Alguém teve a excelente idéia da mudar o técnico, como se esse fosse o grande probema do país. Será que eu devo mandar o meu último texto para ele? Será que ele acha que as pessoas são tão inocentes assim? Não é possível aceitar mais essa ação dos administradores do basquete nacional.
Agora gostaria de fazer aquela velha perguntao a um cozinheiro: você faz omelete sem ovos? Pois é isso que a CBB está querendo fazer com essa decisão. Possuímos algusn atletas sim, mas não temos espírito de equipe. Os atletas que hoje estão nas equipes profissionais foram fãs da geração Oscar, aquele ser que destruiu o basquete nacional, mas que chama de "o melhor de todos os tempos".
Ele conseguiu transformar o coletivo em individual. Você se lembra do resto da equipe dele? Além do Marcel, quem mais faz parte da geração Oscar? Associado a esse espírito individualista-quero-ser-cestinha, nossas categorias de base formam equipes para fotos. Isso mesmo, os times são para os queridinhos dos diretores e beneméritos de clubes tirarem fotos, com uniformes bonitos, para colocar com orgulho na parede de casa.
Com tudo isso, eu pergunto como se quer chegar às Olimpíadas? Como esse espanhol vai mudar a mentalidade de nossos atletas? Quer dizer, ele quer? Como fazer um conjunto de individuais? com tudo isso não vejo maneiras de nossos atletas conseuirem uma vaguinha para os jogos na terra da Grande Muralha.
Coloco abaixo o texto que está no meu outro blog:
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Organização prevalece e Brasil perde para a Argentina
A manchete do UOL se refere ao pré-olímpico de basquete. O jogo valia uma vaga para Pequim e, mais uma vez, o Brasil está fora (você acredita neste time no mundial pré-olímpico? Eu não!!). Resolvi escrever hoje sobre um tema que eu evito comentar, até mais do que deveria. Para ex-atletas como eu, ou pessoas que conhecem um pouco mais o mundo da bola laranja, o título é ambíguo e, diria até óbvio, mesmo sem conhecer nada da estrutura del baloncesto de nuestros hermanos.
Por quê? Chega a ser ridículo querer ganhar alguma coisa com as estruturas do nosso esporte. Primeiramente porque as categorias de base são escolas de palhaçadas e panelas, se você é filho de jogador, comentarista esportivo, benemérito de clube ou qualquer outro da “elite” do esporte, você é um ótimo atleta. Porque assim você pode jogar para si, cagar para os outros membros da equipe, mostrar seus valores individuais, mostrar o jogador que você é.
Por quê? Porque os pais, os familiares podem ver como aquele pupilinho de elite é “bom”, como ele joga, como se destaca no resto de otários. É como comprar uma universidade e ser o melhor aluno, fazer um filme e ser o ator principal, ser o dono da bola. Mas infelizmente nada disso é dito. Crianças, pré-adolescentes, acreditam nos velhos valores de equipe, que a confiança mútua existe e em todos aqueles outros valores tão bonitos defendidos pelos esportistas – que devem ser defendidos mesmo, pois o caminho para uma vida melhor é por aí. Mas por favor, mentir para criança é muito feio!
Todos aqueles que fazem parte da “classe média”, os mortais no que se refere ao “QI” da bola laranja, acabam sofrendo. Crianças se esforçam para se tornar titulares, para fazer o jogo em equipe, porque aquilo é o certo. Ninguém é capaz de falar para elas que os filhinhos e queridinhos é que jogarão independentemente de qualquer coisa. Defesa? O que é isso? Assistência? Jamais. O negócio é o “eu”, é ser o cara, o melhor, num esquema de equipe unida para que “eu marque pontos mas vocês não sabem disso".
Um exemplo desse paradigma do esporte brasileiro é o maior ídolo do basquete. Preciso dizer o nome dele? Claro que não! E quem jogava com ele? Você sabe o nome de alguém? Dos caras que defendiam enquanto ele ficava só na linha dos três? Esse cara conseguiu transformar o basquete em um esporte individual, a grande praga no nosso esporte de bola laranja.
Mas o que isso tem a ver com o jogo da Argentina? Bem, primeiro que eu faço parte da geração que hoje faz parte da seleção brasileira. Quando eu era infantil me lembro de ver o Nenê nas quadras do Tijuca Tênis Clube jogando pelo Vasco. O Tiago era o grande ídolo do Marcão, nosso assistente-de-tornozelos-machucados e que desde aquela época está na seleção brasileira, que sempre repetia que ele com apenas 14 anos tinha ido para Espanha, no alto de seus 2m e alguma coisa. Com certeza sua formação esportiva não foi no Brasil e por isso hoje veste a amarelinha. Os que estão na seleção hoje ou vieram de baixo com um talento extra série ou faziam parte das elites.
Por exemplo, vocês sabem de quem o Marcelinho, nosso armador, é parente? Por que será que o Nenê, o grande pivô da NBA não quis jogar na seleção em outros tempos alegando falta de organização? E assim as histórias rolam e rolam... Mas qualquer um do esporte que leia meu blog dirá que esses são os melhores brasileiros em quadra hoje.
E o pior de tudo, é verdade!! Os que possuíam o talento, os que tinham o potencial de fazer o país crescer no esporte, foram tolidos ainda em categorias de base. Perderam as esperanças, concluíram que o esporte não era para eles... E isso simplesmente por ter a noção de que o diretor do filme queria colocar o seu elenco na quadra, não as artistas com o talento suficiente para ganhar o Oscar.
Mas que seja. Acho que escrevi demais para concluir que, na verdade, o time da Argentina foi mais organizado do que o brasileiro. Pergunta final: como os “elites” se sentem em saber que seus queridos nunca ganharão nada? É melhor do que ver outros ganhando, quem sabe, olimpíadas?
Pena que a reposta é impossível...
Até logo pessoal!!
No próximo post eu faço um paralelo com o basquete americano e os valores da terra do Tio Sam...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Será que o espanhol resolve?
Marcadores:
basquete,
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por
Stockholder
às
17:50
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2 comentários:
"porque depois dos comentários que fiz no meu antigo blog, era de se esperar mudanças"
aí, milber, tá com moral, hein! ficou parecendo q eles mudaram o técnico pq vc reclamou, haha. mas eles q não te obedeçam pra ver uma coisa!
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não acompanho basquete, mas, pelo q vc contou aí, pode ser q o novo técnico concorde com vc e não goste de jogadores-estrela individualistas, daí já ter mandado um recado pros brasileiros na NBA. tipo, se quiser vir, tem vaga, mas vai ser como qualquer outro do time.
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sobre a gente só saber o nome do oscar, bem, acho q eu só sei 2 ou 3 nomes do basquete masculino mundial: oscar, shaquille o'neal e michael jordan. ou seja, não é q a gente não saiba o nome das equipes do oscar, é q a gente não conhece jogador de basquete algum. não é um esporte tremendamente popular no brasil, convenhamos.
Vai ver o ESpanhol é peixe tb, e vc não sabe...
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