QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Choro e seus limites

Por que temos vontade de chorar? Ao observar certas cenas, eu me pergunto qual é a reação química que faz com que saiam lágrimas de nosso olhos. Um cientista poderia dizer que isso ocorre quando a substância tal entra inunda a área X do cérebro o que acarreta... NÃO!!!

Isso é bula de remédio, manual de instrução de computadores importados, letra de médico ou cabeça de mulher, ou seja, ninguém entende. Quero respostas simples, objetivas, que me façam entender o choro, seja ele de felicidade ou de tristeza, raiva ou alívio e, quem sabe, o porquê de as mulheres serem as campeãs no quesito.

Juro que quando comecei a escrever, não tinha nenhuma resposta em mente. Mas com o passar do tempo, esclarecendo minha dúvida, comparando situações me veio uma resposta. Ou melhor, uma hipótese, que vou mostrar agorinha, depois de um breve comentário.

Como podemos encontrar as respostas para nossos questionamento? Certa vez, um o ilustre professor de matemática Elon Lages Lima, afirmou que quando entendemos as dúvidas a resposta é gerada automaticamente. E eu acho que é por isso que sempre me proponho a escrever textos com reflexões, acho que me proponho a propor um questionamento que tenho, mas ao escrevê-lo, estruturá-lo, acabo tendo insights e possíveis respostas para elas.

Mas voltando ao choro, acredito que ele ocorra em momentos de extravaso. Sempre que algum sentimento transborda o limite do possível acontece o choro. Ele é o limite exterior dos sentimentos e, curiosamente, só o encontramos quando dele passamos. É como se só pudéssemos vê-los de fora.

E o que as mulheres têm a ver com isso? É que elas são mais sensíveis, possuem limites menores e a todo momento por eles passam. Uma coisa interessante, narrada por uma amiga minha esses dias, é a situação de amigos, homens, declararem amor uns aos outros chorando, normalmente bêbados. Nesse caso o limite foi diminuído, a carcaça da racionalidade masculina, imposta pelo machismo da sociedade faz com que os limites diminuam e que a expressão de sentimentos se intensifiquem, justificando o choro.

Se estou coerente comigo mesmo, sempre posso falar para um chorão que ele(a) está passando dos limites?

Um abraço a todos e ótima semana!

7 comentários:

Natália Guerreiro disse...

por q vc costuma generalizar a respeito de homens e mulheres? como assim vc diz "mulheres são mais sensíveis, têm um limite menor" sem se indagar a respeito?

Bella disse...

EU TE ODEIIIIIIIIIIIIIIIO!!!!

Era pro meu blog ser sigiloso, kct!
Agora vc conhece vários de meus pensamentos sórdidos!

Tô de mal

Dolfo disse...

este post é alguma homenagem a torcida do Botafogo? :)

Abraços!

Anônimo disse...

Comigo o choro surge em momentos em que posso me dar ao luxo de expor os meus sentimentos. Só choro quando me sinto segura para mostrar ao outro os meus medos ou dividir com ele a minha felicidade. Talvez seja assim porque ao me ver chorando, ele saberá dos meus pontos mais sensíveis e isso me torna mais vulnerável.

Anônimo disse...

Gostei da cor nova! ;)

Larissa de Moraes Gomes disse...

Choro é quando agente não consegue suportar algo e que palavra nenhuma expressa, daí vem o choro.
beijosss

!F disse...

Eu choro sempre que me fecho em um pensamento.Assim,reforço o sentimento gerado pela idéia.Então, finjo por um momento que o que penso é uma verdade absoluta.
Acho, que quanto maior é o controle que uma pessoa tem sobre seus pensamentos, maior é o controle que ela tem sobre seus sentimentos.Quando nossa mente racional dá curto, nos deixamos de relativizar e então choramos...

Agora, quem relativiza muito está evitando se envolver ou apenas sendo espontaneamente racional?

Somos seres emocionais com a capacidade de racionalizar ou seres racionais com a capacidade de se emocionar?