QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

sábado, 3 de maio de 2008

Tentação de chefe II

(continuação de Tentação de chefe I)

"Olga..."

"Quieto, meu amor... Eu escutei você falando da peça, sua opinião de como deveria ser. Adorei a idéia e percebi que você nunca havia tido uma chance aqui na empresa. Você precisa aprender a trabalhar sob pressão... Quero uma relatório até o final do dia na minha mesa, aso esteja bom, vou te efetivo na área de produção de eventos na empresa".

Tal área era o filet mignon do mercado. A diretora ia demitir o rapaz pela sua falta de respeito, mas o cara era realmente bom e foi o primeiro a esnobá-la, tudo que ela mais queria. Assim, ela mudou de opinião no caminho e resolveu ver o que o rapaz tinha de bom, apesar de seu aspecto de bom menino. O trabalho entregue na mesa foi motivo de elogios em toda a empresa e a efetivação era certa no pós-formatura.

Por coincidência, Juninho foi trabalhar em um projeto de Olga, super confidencial. Em pouco chegar em casa meia-noite virou rotina, cada vez mais ele trabalhava depois do horário, geralmente com Olga, apenas ela. Com a desculpa de ainda ser um estagiário, ela pagava o jantar, mas sempre em ótimos restaurantes, seus decotes ficaram cada vez mais sensuais e a maneira como ela ensinava os assuntos faziam Juninho a cada dia ter mais excitação por ela.

Até que um dia choveu demais e a não parava. Em plena Av. das Américas formavam-se bolsões, justo aquele dia que saíram mais cedo do trabalho. Sem titubear, olha entra no Dunas e fala, vamos parar aqui, porque é mais seguro. A gente pega um quarto, assiste a uma televisão e ficamos livre de ter de pagar R$ 2.000,00 de conserto de carro. Subiram para suíte como dois adolescentes, Juninho não acreditava como sua chefona poderia ser tão legal, a ponto de não ver nenhum perigo em entrar em um local daqueles, afinal de contas, mesmo sendo noivo, as mulheres não engoliriam isso.

Ele entro, deitou na cama e virou para tv. Ao olhar no espelho, Olga estava com uma cinta liga, numa meia luz, com uma silhueta perfeitamente esculpida. Sua cara ficou como a de um bobo em milésimos de segundo. Ele não acreditava, que aquela senhora, poderia ser algo tão perfeito. Aquela respeitada profissional e bela mulher, ali, na sua frente, seria o melhor ponto de seu currículo. Ele fingiu que não viu, pois acreditava da inocência da tia.

Um misto de tesão, desejo, vontade lhe passavam no sangue. Ele estava quente, ele não era de ferro, não ia aguentar ver aquilo tudo; ao passo que aquela duna de areia não era para seu caminhãozinho de madeira. Tinha que ter respeito. Mas ela não era inocente assim, tinha algo de errado, ou melhor, muito certo ali. Quando Olga finalmente saiu do banheiro, extremamente sexy, Juninho olhou para sua aliança de noivado. Foi o tempero mais sórdido que aquela mulher teve em toda sua vida.

Naquele momento, aquele anel foi extremamente excitante, que fuzilou o garoto que cada vez mais se desesperava entre a mulher que mais admirava e, realmente era boa mesmo, ali, na sua frente, preparada especialmente para ele e sua noiva, o amor da sua vida, aquela menina da 19 para quem prometeu amor eterno.

A tentação venceu. Olga achou que fosse acabar com o menino, depois daquela crise existencial ele poderia ser apenas um brinquedinho. Ledo engano! Ele foi para cima e ela se arrependeu de nào ter feito isso antes, como ela poderia se contentar com aquele seu marido tão fraco? Juninho se comportou como um profissional, ela cansou antes mesmo que o garoto se sentisse com a missão cumprida. Ela cedeu e foram até o raiar do dia... O problema é que não podiam, ambos, chegar com as mesmas roupas do dia anterior e com os perfumes trocados.

O jeito foi o rapaz ir para casa, para cumprir seu horário dia seguinte. A diretora poderia chegar em qualquer hora. Naquele momento ela se curou do recalque. Viu que a melhor coisa que aconteceu na sua vida foi experimentar o diferente, conhecer outro cara e ter experiências diferentes. Juninho terminou o noivado alegando falta de maturidade para manter uma relação daquela natureza.

Olga passou a ser a mulher mais tarada que conheço. Não perdoava ninguém, ela adquiriu gosto pela coisa, mas ela fez uma promessa: quando encontrasse alguém como o seu "primeiro menino" pararia para um namoro sério, mas Juninho era um quase profissional, cara de bom menino com talentos ocultos...

E assim foi. Juninho teve uma carreira meteórica, com seus trabalhos de motivação com suas chefes, em 8 anos passou a gerenciar as contas das 3 maiores anunciantes do país, além de ser o eterno amante step de Olga. Essa passou a contratar mais estagiários, sempre homens, com cara de nerd, ao estilo Juninho, que passaram a ser conhecidos com os estagiários meteoros, símbolo que representava suas carreiras.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nossa, meus parabéns!! Quero muito ler teu livro qd for escrito, aliás vc tem talento pra coisa... impressionante como meu prendeu do início ao fim!!

Parabéns!!
Bjks,
Julia

Anônimo disse...

Difícil era não trancá-lo na sala de reunião ...