QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

sábado, 3 de maio de 2008

Tentação de chefe I

Eu estava analisando as estatísticas de acesso do blog e percebi que o texto mais visto foi o do amor nas unhas do pé. Com apenas 3 comentários, 1 de uma frequentadora frequente e outros 2 de primeiras visitas, pude concluir que tive muitos visitantes anônimos e, ousaria, que foram recomendados, já que a página do google me mandou algumas pessoas com palavras-chave relacionadas. Esse é um bom indicador, porque se alinha com o objetivo da criação do blog.


Para quem ainda não sabe, um dia quero escrever um livro, contos ou um romance, de preferência trágico, com histórias cotidianas e, que de alguma forma, gerem reflexões sobre o comportamento que as pessoas possuem. Para tanto, baseio em histórias reais, vividas por mim, mas com muitas transformações, diria que da maneira como gostaria que fosse. Nada melhor do que escrever um agora, não acha?


Posso quase afirmar que assim foi: D. Olga, diretora de eventos da crescente agência de propagandas acabara de se separar do marido. No alto de seus 42 anos, o máximo que a julgava ter não passava de 34. Ela realmente era de tirar o chapéu, com o dinheiro e a facilidade que possuía com os negócios, conseguiu um carreira de fazr inveja a qualquer ser: pouco stress e muita grana, suficiente para a todo momento cuidar do corpo.

Spas? Poderia ser avaliadora de revistas especializadas. Academia? Montaria série para qualquer jovenzinha ficar nos trinques. Salário? O suficiente para pagar tudo isso. Mas segundo os analistas da área, ela tinha um grande problema, o marido. Apaixonadíssima por ele, aquilo tudo tinha apenas um dono, em 22 anos de casamento. O milionário empresário sabia do ativo que possuía, mas como cachorro que era, em pouco tempo já geria sua mulher e 2 amantes.

Ao ficar mais velho, fazendo seus 5o anos, há pouco, no final de abril, seu portfólio de muchachas alternativas tinha dois dígitos. Quantas eu não sei, mas pelo menos umas 7 em diferentes estados e mais umas 5 na Argentina, Colômbia, EUA, Canadá e Espanha, o mais novo destino de seus produtos. O cara é, sempre foi, uma máquina!

Olga não teve suporte psicológico para suportar aquela situação. O divórcio foi imediato e definitivo. Suas últimas palavras para ele foram "bom dia, meu querido". A coisa foi tão profunda, que ela nem quis conversar para romper aquele romance, foi tudo via advogado. Ela sabia que seu coração tinha um dono, único, mas que não haveria volta. Inconscientemente ela se fechou para o mundo do amor, gerando os mais loucos desejos por quem estava em sua volta.

Como ela havia sido conquista por Tito, ela não se conformava em ter caído naquele estado, como poderia ter sido enganada? Mas aqueles momentos foram tão maravilhosos, que hoje ela repetiria tudo. Mas honra é honra e sua imagem perante a sociedade devia se manter. Seu recalque se transformou em algo muito peculiar, não queria vingança, queria apenas repetir os momentos sexuais de intensos e apaixonados, pois a máquina funcionava como O Km, apesar do avançar da idade.

Ela resolveu escolher seus amantes. Melhor, escolher aqueles que não lhes desse bola, como sofrido no passado, a moderna mulher queria dar o troco à categoria masculina da mesma forma. Mas havia um grande problema, quem ia ignorar aquela beldade?

Em um primeiro momento ela ficou desesperada. A notícia de separação gerou frisson na agência, todos queriam consolar a pobre mulher - mas ela não queria colo, estava interessada em outra coisa. Na night todos lhe davam bola, do jornaleiro da porta da boate aos playboys da área VIP babavam pela tiazinha. E isso recalcava cada vez mais, como aquele idiota do Tito poderia tratá-la daquela maneira.

Dois meses sem a sonhada noite e ela estava quase surtando. Precisava lavar a alma, era mais do que simplesmente sexo. Ela tinha que conquistar seu homem e depois pisar até dizer chega. Até que um dia, passando pelo corredor da agência, ela escuta o papo de 2 estagiários, ambos de último período de faculdade", daquele tipo geninho, brilhante, mas que aceitou a vaga para tapar o buraco dos serviços burocráticos e que, por isso, não teria nada de brilhante no futuro profissional:

Walter: "Po, aquela diretora é um espetáculo, ah se a pego de jeito..."

Juninho: "Que isso cara, ela é bonita sim, mas nem penso numa coisas dessas. Ela poderia ser minha mãe e não troco minha namorada por nada".

Ao escutar aquilo Olga subiu nas tamancas. Ninguém nunca havia falado aquilo para ela, como poderia um pirralho de 20 e poucos anos ousar dizer aquilo. E ser trocada por uma pirralha? Aquilo era o cúmulo! De maneira alguma isso ficaria daquele jeito, haveria troco. Foi o tempo de chegar na sala e chamar o estagiário para um papo.

"Juninho, queria que você se lembrasse daquilo que você comentou com o Walter no café. O cara tremeu, gelou, seu futuro profissional acabara... Sra. Olga, eu queria pedir desc..."

"FIQUE QUIETO AGORA MESMO E REPITA!"

(continua...)

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