QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

César Maia e o legado do IPTU

Mesmo com minha pouco idade, eu já vi diversos políticos: malandros, inteligentes, corruptos, burros e até mesmo bonzinhos... Mas eu nunca havia visto um da espécie do Maia. Afinal de contas o que ele é? Um grande canalha por querer aumentar o IPTU em 300% ou um grande artista para aparecer na mídia? Um filho da mãe que explora o bolso de seus contribuintes ou um professor, que o configuraria como perfeito cidadão carioca... , como assim?

Nunca na história desse país (Lula da Silva, 2002-2008) tivemos uma figura tão importante como o senhor César. Quem poderia imaginar que esse ser um tanto quanto esquizofrênico poderia deixar um legado para a cidade: o protesto. Isso mesmo, gostaria de saber qual foi o último movimento genuinamente carioca de força popular em prol de algum objetivo. Talvez tenha sido a Revolta da Chibata, lá por 1910.

Até que um senhor prefeito resolve aumenta o IPTU de maneira assombrosa. Mas até aí tudo bem... Associações de moradores iniciam um movimentos de boicote. Ele desdenha e o movimento cresce, cresce... E ele desdenha, diz que é o melhor para ele... e o movimento cresce...

Será que ele não percebeu que politicamente ele perdeu uma luta contra o povo, carioca, ainda por cima! E o pior de tudo, às vésperas do Carnaval! Ele conseguiu! O povo se uniu contra ele e, pelo visto, venceu. IPTUs estão sendo revistos e agora já sabemos o caminho...

Torço para que esse seja o grande legado do prefeito para a cidade. Tenho confiança de que esse foi o primeiro de muitos protesto que um dos povos mais tranquilos do país aprendeu a fazer... Obrigado senhor prefeito, além de grande professor, deixou um belo legado para nós, cariocas. Mas antes, por favor, reveja o IPTU.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mercúrio na casa sete

Ontem eu fui ver Meu nome não é Johnny e positivamente me surpreendi. O filem aborda, de maneira bastante forte, muitas questões polêmicas, que não é fácil abordar normalmente, mas de maneira sútil. Diria que todos são os públicos do filme, psicólogos, educadores, filhos, pais e crianças, sim, crianças, apesar da classificação de 14 anos, que na verdade é um absurdo.

Por que um filme, de um problema comum nos dias de hoje, pode ser tão multifacetado assim? Os problemas apresentados, sutilmente, são os seguintes: separação de pais, exemplo e estrutura familiar, amizades perigosas,loucuras por amizades, amor bandido, profissão ilegal, corrupção e incompetência das instituições públicas, lealdade, amor de mãe, arrependimento, justiça, punição, tráfico internacional, denúncia e duas que me chamaram muito a atenção: inteligência e sorte.


Sem dúvidas, o protagonista do filme é uma pessoa de intelecto privilegiado, mas não apenas isso, acima de tudo possui sorte. Essa combinação fez com que ele conseguisse vencer os maiores desafios na sua vida. De maneira correta ou não, isso se resume em uma das frases mais inocentes do filme, mas muito explicativa: "não são todos que nascem com Mercúrio na casa sete". E isso é verdade.

João Estrella consegue um misto de inteligência e sorte ao longo da sua vida que é de invejar qualquer telespectador. Basta ver o filme que tudo, para ele dá certo, mesmo quando dá errado e vice-versa. Quando está no lado do crime, quando tudo está errado, tudo dá certo, ele cresce em suas atividades e vai conseguindo fama, até uma carreira internacional de 5 a 6 dígitos de pagamento (seria em reais? Isso não ficou claro, mas era muita grana).


MAs chega uma hora que tudo dá errado, quando ele finalmente deve acertar as contas com a justiça, devendo ser julgado por uma juíza mão de ferro. À primeira vista deu tudo errado, mas ali foi o maior certo de sua vida. Ou seja, quando tudo parecia errado, as coisas começaram a dar certo. A magistrada com certeza era conhecida por mão de ferro por aplicar penas duras aos condenados por ela. Quanta sorte de Estrella ao se deparar com ela, imagina se ele pegasse um "bonzinho" que lhe encurtasse a pena pela metade? Pelas contas, ele ainda estaria vendo o sol nascer quadrado...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Mudar para manter

Ao longo das minhas reflexões eu já identifiquei alguns paradoxos, mas há um deles que me intriga bastante, que é quando mudamos alguma coisa justamente para ficar tudo como antes. Pois é, toda mudança tem o objetivo de manter ma característica muito forte. É como se fosse uma lancha na Baía da Guanabara (quando olhamos por cima da ponte), em que se vê caminhos abrindo, mudanças no mar, mas a rota retilínea e intocável.

Daí uma das famosas frases faz sentido:"em time que está ganhando, não se deve mexer". Ora, se o ponto mais importante é vencer, por que mudar fatores que podem afetar esse objetivo maior? O mesmo raciocínio se aplica quando o técnico começa a ver seu time perder e logo logo providencia alterações para voltar ao satatus quo - vitória.

Acredito em qualquer mudança, qualquer pessoa que diga que está sempre mudando, na verdade, o que procura é a estabilidade de um detalhe, algumas vezes escondido a sete chaves, outras vezes claramente explanado e, raras, incoscientemente desejado. Por isso, é importante ter em mente o que vai ser mudado, como será e quais são as possíveis conseqüências, pois o que pode ocorrer é mudar o que se queria manter e manter o objeto de mudança. Além da trsiteza do fenômeno, é uma baita frustração para as expectativas, mas essas já são tema para um outro texto...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Justiça e amor: uma conta estranha

Não sei ao certo sobre o que vou escrever hoje, mas aqui sentei e vamos esperar para ver o que sai... Lembrando-me de um fato que ocorreu há pouco tempo, fiquei espantado com o sentido de justiça que cada um de nós carrega consigo. Já parou para pensar no que é justo? Se você ainda misturar com amor e vingança a discussão se aquece e pode-se gerar um conflito de pessoas, em vez de idéias.

Por exemplo, quem ama, por que ama? Como lida com o sentimento? E o amado, como lida com o amor que sente e o que faz com o que recebe? A justiça de sentimentos acontece quando ambos amam e são amados de maneira igual? Apesar de isso ser impossível, essa seria a medida caso possível?

Agora imaginem uma situação na qual o amor não é correspondido sendo, primeiramente, tratado com indiferença. Um homem que ama mulher e ela não está nem aí? O que fazer com todo aquele amor? Ela não é obrigada a corresponder, mas isso é justo? Se for, que medidas podem trazer a justiça?

De outra forma, quando o amor é mal tratado? A vingança se justifica? É justo se vingar e colocar todo o veneno recebido de volta? Mas isso pode ser injusto, porque a vingança pode ser muito maior do que o vacilo... e aí, como esses "valores" se ajustam??

Só fiz essa pequena reflexão por alguns motivos: 1) medir sentimentos é algo muito complicado, todas as pessoas sabem disso e concordam, mas tendem a quantificar, com as perguntas singelas: "o quanto você me ama?", "será que o meu amor por ele é maior do que o que ele tem por mim?".

Então o que acontece é que quando avaliamos por fora e lemos um texto como este, de cara achamos que é coisa de louco medir o amor. mas quando estamos juntos de alguém as singelas perguntas quantificam, ou tentam, sem se dar conta. Quando o amor se transforma em ódio, aí é que os argumentos para a vingança são os mais quantificáveis possíveis....

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Beleza? Como definir?

O padrão de comportamento masculino por regiões brasileiras, uma antropologia barata. Antes de falar do processo de caça das espécies do país, é preciso fazer uma série de suposições, pois caso elas não estejam bem claras, posso ser acusado seriamente de discriminação, coisa que estou longe de praticar e muito menos quero ser acusado de tal.

Pois bem, o que é a beleza feminina? Aquilo que agrada os sentidos do homem, belas bundas, seios que cabem na mão de um cavalheiro ou, para os mais gulosos, os maiores possíveis com consistência e forma. Olhos claros, sedutores, atraentes, cintura fina, pernas grossas, mas há os que prefiram as mais finas. Cabelo, ah, o cabelo loiro para namorar e mais escuro para casar.

Poderia escrever vários e vários atributos da beleza, mas não caberiam aqui, ou pior de tudo, iria escrever todos os tipos de mulheres, porque gosto não se discute e cada um tem o seu – não se discute. Pois bem, apesar dessas ressalvas, o brasileiro possui um padrão de beleza feminina no seu eu, e eu o coloco aqui, de acordo com a minha visão de mundo e, influenciado é claro, pelas minhas preferências.

Então, resumindo, vamos dizer que as mulheres bonitas são aquelas que se aproximam das gaúchas, loiras de olhos azuis. Quando não, morenas de olhos claros ou morenas de pele com cabelo liso e assim por diante... É razoável? Se positivo, continuamos a história...

Um abraço a todos!

domingo, 6 de janeiro de 2008

O amor está nas unhas do pé...

No primeiro dia do ano, estava conversando com uma amiga minha sobre qual cor havíamos usado na virado do ano. Ela tinha usado um belo vestido verde, que pude apreciar por uma foto, já que conversávamos por MSN. Eu lhe respondi que queria passar de verde também, mas quando vi uma bela camisa azul no shopping, não resisti e acabei comprando a dita cuja para a entrada de 2008.

Eu não me lembrava ao certo o que significava o verde e o azul, apenas que era algo tipo paz ou coisa boa, enquanto que o verde seria o da esperança. Como estava encucado com a dúvida, recorri ao oráculo do séc. XXI e achei a seguinte página: Estrela Guia.

Lá matei minha dúvida, e fazia sentido minha amiga querer o verde, nada ruim para quem vai se formar usar a cor da esperança e do recomeço. O meu azul para paz de espírito, segurança, harmonia e tranquilidade é bom também para mim, mas para qualquer pessoa, não é?

Mas até aí tudo ok, eu sabia que não queria passar de amarelo por trauma do ano em que me vesti de pintinho no reveillon. Cheguei ao vermelho e li o seguinte: "Para ter 12 meses de muita paixão, força e energia, ao menos pinte as unhas com esta cor. Isso já vai garantir um ótimo resultado".

Boa alternativa para quem quer um novo amor. Sinceramente, não há cena de desespero maior do que uma mulher na noite do dia 31 com um vestido inteiramente vermelho. Ou melhor, há sim, uma mulher de saia vermelha e camisa amarela que vi quando ia para uma festa. Crusis... precisa mostrar para todo mundo?

Mas isso não vem ao caso. A verdade é que ao longo da semana passei a observar os pés das mulheres que conheço, nas ruas e BINGO!!! Váááárias delas com a unha do pé pintada de vermelho. Impressionante, das que eu vi eu diria que pelo menos 50% estavam assim.

Obviamente elas pintaram os pés para o reveillon e ainda possuam o vestígio, inocente mas presente, de um dos desejos para o ano que se inicia. Uma dica que eu conhecia era a de usar a lingerie no tom, pois assim os desejos não seriam vistos pela imensidão de pessoas com as qual nos deparamos na última noite do ano.

Um abraço a todos, um ótimo 2008 e muitos amores!!