Aproveitando o tema amizade, trago um texto que está no meu antigo blog.
21/08/2007 21:08
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Este dias passei por algumas situações e comecei a refletir sobre amizade e aquilo tudo tipicamente feito por amigos. O que será coisa de amigo? Festas, atenção, aquele ombro amigo, palavras de confiança, com certeza, isso sim é papel dos amigos. Obviamente a amizade está ligada aos bons momentos da via, com amigos compartilhando. Dos lados ruins também, quando esses são as fontes de inspiração para solução dos problemas ou o porto seguro onde se pode sempre atracar.
Existem algumas frases feitas sobre amigos, como “os que colocam nas maiores enrascadas”, “é para essas coisas” e “aquele do lado esquerdo do peito”. Mas o que significa isso tudo senão o nosso bem-estar? E quando, em um primeiro momento, essa sensação não aparece? Quando nossos amigos nos trazem más inquietudes, desconfortos, em suma, aquela verdadeiro dor no ser, no eu mais interior. Quando parece que ele virou casaca e não se comporta como aquele ao nosso lado, pois se estivesse, não geraria o sofrimento, mas o prazer imediato.
Meu pai, desde quando eu possuía apenas meus 50cm de altura – e acredite, isso faz tempo – me fala que amigo é aquele que diz a verdade, que quer o bem-estar. Sempre me disse que era meu amigo, quando não me deixava sair com aqueles moleques mais “delinqüentes” que moravam na rua; quando não podia passear sozinho no alto dos meus 9 anos, mesmo com a plena certeza de que tinha capacidade e poderia dar inúmeros outros exemplos aqui, com a certeza de que cada um se identificará com, pelo menos, parte deles. Hoje eu confesso que isso me doía, não entendia, como pode ele gostar de mim, dizer que é meu amigo e não me deixar cair na diversão.
Felizmente, por mais paradoxal que pareça, a amizade nos trás um grande aliado: a dor. Como a que quando fazemos alguma coisa de errado, ele diz, sem nenhuma cerimônia: “você errou, não deveria ter feito isso”; quando estamos na direção de um prazeroso erro e vem a voz da correção: “as coisas não são por aí”. O que os amigos fazem conosco é simplesmente cuidar do nosso melhor. Fazem com que encontremos nossos caminhos corretos, que sigamos nossos valores, que desenvolvamos nossas potencialidades, quando não podemos enxergar.
Nestes momentos, percebemos apenas o prazer imediato, não levamos em consideração os riscos de um futuro não muito distante. Realmente a correção, privação dos impulsos mais imediatos, é uma fonte de dor, ainda mais quando esperamos o apoio daquele no qual sempre acreditamos. Assim, nossos amigos são as poucas pessoas que são capazes de nos fazer sentir essa sensação.
Mas não se pode confundir a dor com os machucados. Dores são sensações, experiências, que, mais cedo ou mais tarde, passa. Os machucados, por outro lado, são traumas, conseqüências que exigem tratamentos, que podem acarretar no mal funcionamento de outras partes e, que se não forem percebidos, podem levar à morte. Definitivamente, amigos não machucam, pelo menos de coração. Amigo que é amigo nunca deseja gerar tais traumas, pode até ser que ocorra, mas são raros os momentos.
O perigo dos machucados é que eles podem não se manifestar. Diria até que o machucado que dói muito é um machucado amigo, pois exige tratamento imediato. De maneira oposta, aquele que fica ali quietinho, no cantinho dele, crescendo, comendo pelas beiradas, ganhando força às nossas custas, é um inimigo dos mais avassaladores...
Quando alguém chega e nos fala algo que não nos agrada devemos parar e pensar, essas são palavras amigas? É difícil saber se elas doem ou machucam... mas o mais complicado é escutá-las sem doer e não saber se machucam...
terça-feira, 25 de março de 2008
Amigos doem, mas não machucam
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Stockholder
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00:45
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sexta-feira, 14 de março de 2008
Meu amigo é perecível
Nós somos feitos muito mais do que corpo e mente, somo emoções, sociais, expectativas e muitos outros componentes cada um deles precisa de um tipo de alimento. Assim como a comida é o que sustenta nosso corpo fisicamente, como fonte de energia, a experiência como pessoa também precisa de outros tipos, como os amigos.
Apesar de não ser a mesma coisa, é possível de fazer um paralelo entre amigos e alimentos, e por favor, não pensem besteiras, não se trata de um comer o outro no bom ou no mau sentido. Talvez a maior maior das dificuldades seja a de aceitar que as amizades possuem um "quê" de perecibilidade, pois a consumimos constantemente, mas ao mesmo tempo temos que tratá-la de modo a nào estragar, inclusive guardando na geladeira.
Por exemplo, um amigo meu comeóu um relacionamento há pouco tempo, está com uns problemas com sua namorada e ele não busca a juda dos amigo, já tentamos conversar com ele, mas ele resolveu se isolar. Ele nos colocou na geladeira, isso mesmo, preferiu nos afastar antes que o consumo que ele estivesse disposto a fazer pudesse estragar tudos. ao mesmo tempo, nós, do lado de cá, observamos para ver o que vai dar aquilo, sempre aptos a ajudar.
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Stockholder
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23:03
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segunda-feira, 3 de março de 2008
sábado, 1 de março de 2008
A primeira vez
Era aguardado o momento, a primeira vez é sempre especial e deveria ser ótima também. Havia aquele frio na barriga, aquela expectativa, ela quase havia ocorrido em outros momentos, mas não rolou. Ontem, 29 de fevereiro, uma data mística, que ocorre apenas de quatro em quatro anos, só poderia ser nesse dia. Como havia ansiedade, cheguei mais cedo.
Paguei para entrar, é claro, mas e daí? Algum preconceito? Uma hora isso deveria ocorrer e foi preciso pagar, mas o brilho não se perdeu por causa do detalhe. Para relaxar um pouco, um chopp antes da hora... Não combinamos nada, mas é claro que seria assim: ela chegaria ao local marcado, faria sua apresentação e depois nos encontraríamos para o momento mágico, o contato físico.
Assim foi! Ah, que maravilha, não imaginei sentir emoções tão diferentes. Na verdade esperava intensidade, mas não daquela forma. Não poderia imaginar que a primeira vez seria tão revolucionária, se soubesse eu juro que teria antecipado. As emoções se assemelham com a de um desfile em escola de samba, correntes se sentimentos a todo momento pelo corpo... E qual é o nome dela? Seria justo revelar nossa intimidade? Sim, porque além de tudo foi em local público e ela, Roberta Sá, fez de ontem uma noite linda.
Como prometido em texto anterior, esse é o nome da mulher que mudou minha vida. Sem exageros, ela foi e primeira pessoa a despertar em mim a admiração de fã, cujos sentimentos foram esclarecidos. O show foi como descrito acima, cheguei mais cedo, paguei pelo ingresso, esperei o show, acompanhei inteiramente e depois fui pedir a assinatura no CD, quando, como bom fã, dei-lhe um abraço.
Aquela seria a prova de fogo para continuar a admiração pela cantora que, sim, ao vivo possui um belo sorriso. Esperei para falar com ela, mas era um momento especial, não é todo dia que se estréia no Circo Voador, havia até Caras fazendo entrevista com a cantora. Entrei na área reservada, esperei em uma pequena fila que ela descesse para falar com os fãs. Conheci um anjo na fila, com o nome de Lucilene, vejam o pedido.
- Oi, seria muito abuso se eu pedisse para você tirar uma foto minha com ela e me madar por e-mail?
- Claro que não.
Ainda não falei com ela, nem peguei a foto, mas voltemos ao momento mágico. Fiquei de frente com a Roberta, meio sem jeito, sem ter muito o que falar. Peguei o CD e pedi seu autógrafo. Ela, simpática e sorridente assinou, pedi um abraço e elogiei seu trabalho. Votei para casa com um sentimento ímpar, com o gostinho de quero mais.
Sou fã dela.
Até o próximo.
Um abraço a todos!
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Stockholder
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22:25
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