QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Texto de natal

O que realmente significa o Natal? Será que comemoramos o nascimento de Jesus, será que somos, de fato, religiosos, uma vez por ano? Às vezes eu me pego pensando sobre essas coisas e procuro entender o que realmente o Natal significa para as pessoas, não pelo que ela comemoram, mas pelas ações que adotam na época de final de ano.

A maioria das pessoas está perto de suas famílias, seguindo o protocolo de harmonia e confraternização. De maneira religiosa ou não, é um ato socialmente muito indicado, pois é a época do ano em que as diferenças ficam para trás e qualquer esforço e válido para reatar os lanços familiares que outrora se perderam.

Mas vá até a janela da sua casa e olhe, observe, espione seus vizinhos... Você verá um prédio com várias janelas, algumas apagadas, aqueles que foram visitar familiares e outras janelas acesas. Alguns cheios de gente, trocando presentes e outras com três, duas e, até, uma pessoa passando o dia de uma maneira anormal... na verdade como se fosse um dia normal.

Aí eu me pergunto e compartilho com vocês a indagação: quem são, estão assim por querer? Há coo mudar? Isso é justiça? E se for, é justo no dia de hoje?

Um abraço a todos e tenham um ótimo Natal!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Cofrinho motorizado

Eu estou para escrever isso há algum tempo, mas somente hoje tive coragem. Apesar de totalmente irrelevantes, tenho observado um fenômeno na cidade do Rio de Janeiro: sempre que uma mulher passa de carona numa moto, ela está pagando cofrinho.

Já repararam? Deve ser por causa da posição "para trás"da lombar em reação ao resto do corpo, quando pernas e braços estão para frente. Isso faz com que a calça arrie e zimm... abra-se o espaço para moedinha. Assim, tudo bem que moda, moto e postura podem não combinar, mas nada justifica uma ser que outro dia pagava dois dedos de cofrinho mais três de calcinha em plena luz do dia.

Se você ainda não tem carteira, esteja preparado para quando for enfrentar as ruas da cidade. E você que, como eu, já anda por essas estradas, cuidado para não se distrair com coisas irrelevantes.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ciclo

Depois de algum tempo faço as pazes com meu teclado e cá estou. Não sei ao certo sobre o que escrever, tenho uma reflexão interessante na mente, mas antes preciso voltar. Reiniciar um ciclo de textos, provavelmente mais leves, com inspirações menos acadêmicas e com reflexões mais engraçadas.

Falar de ciclos é muito complicado, pois é muito fácil cair no lugar comum, afinal tudo é cíclico. Se pensarmos como Lavoisier, nada se cria, tudo se transforma, as modas que vêm e vão, as crises econômicas, gerações e assim por diante. Nós também vivemos em ciclos, como os dias, meses e anos. Sempre recomeçamos a contagem, do zero, até um limite e voltamos, sempre do zero.

Mas essa seria a perspectiva cronológica e que tal sob a ótica do "vivido"? Vivemos em ciclos, mas damos a eles o nome de projetos ou metas de vida. Planejamos algo, começamos, desenvolvemos, terminamos, com sucesso ou insucessos e, em pouco tempo, já estamos em outro, isso quando não estamos em vários ao mesmo tempo. Na verdade a coexistência desses projetos é a regra.

Tudo isso para dizer que estou voltando ao meu: o Blog. Um projeto que até o momento tem mais insucesso do que vitórias, mas não acabou. Mas se bem que, para mim, isso aqui é um sucesso, afinal o tenho por um motivo, meu, muito peculiar...

Esse projeto continua e, aos poucos, através de metáforas e causos transvestidos os contarei parte dos meus co-projetos de vida. É isso! Um abraço a todos e até a próxima!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A fita cassete

De volta ao meu blog amigo, quero fazer um registro: a nova tecnologia é cara, mas a velha pode sr muito mais!

Para concluir meu curso, precisei fazer algumas entrevistas. Essas deveriam ser gravadas e depois transcritas para análise de conteúdo e essas coisas que todos sabem. Eu, muito esperto, usei meu gravador digital, daqueles que já gravam em WAV, formato padrão que qualquer media player vagabundo lê.

Com a minha escassez de tempo, dividi a árdua tarefa de transcrição com uma profissional e já estava me imaginando me dando bem: envio o arquivo WAV por e-mail, ela retorna o DOC também por e-mail, o depósito é feito e pronto.

Não! Ela disse que se fosse com o formato digital, demoraria mais tempo por não estar acostumada e ela queria mesmo era em fita cassete. Ah, ok! Ia me dar um pouco mais de trabalho passar de WAV para CAS (chamemos assim o formato cassete). Fui ao shopping comprar as fitinhas... hummm... Americanas! comprei várias fitas lá!

Cheguei na loja e escutei o seguinte: "não vendemos isso há algum tempo". Pior que não ter, foi sentir a sensação de idade. Ah, mas na Casa & Vídeo vai ter. Putz, a mesma resposta no camelô de shopping. A essa altura eu me desesperei e me imaginei percorrendo todo o SAARA atrás de uma tecnologia maldita de horrível.

Mas como a esperança é a última que morre, fui passando em todas as lojas e nada.... uma vendedora chegou a me mostrar uma fita VHS! Vejam isso! Ela só se deu conta do engano depois que eu expliquei o que queria.... coitadinha, devia ter apenas uns 19 anos... auhuahuahahu

Bem, percorri todo o shopping e como Murphy é um cara legal, na última loja encontrei a fita. A sony custava R$ 2,90 e a TDK R$ 4,90. Pára tudo. Primeiro, desde quando TDK é melhor que Sony? Segundo, 3 conto numa porcaria que deve ser rebobinada (quando foi a última vez que você escutou essa palavra?), 6 x mais caro que um DVD? Muito puto saí da loja e me neguei a ser assaltado daquela maneira.

Eu precisava de umas 4 fitas e me recusei a gastar 12 reais. Ao mesmo tempo lembrei que algum tempo atrás tinha omprado uma caixinha delas para gravar aulas e para copiar CDs (acho que faz mais tempo do que eu imaginava) e fui escrafunchar o fundo do armário.... Tcharam! Havia 6 fitas TDK embrulhadas no plastiquinho ainda!!

Apesar de um final sem graça, achei muito interessante a aventura de procurar fitas K7 no shopping!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Qual é a melhor forma de escolher um homem?

A revanche, para as meninas não ficarem trsites... Também ouvi no rádio...

Para saber se um homem é ideal, compare-o, também, a um automóvel.

1) Verifique o interior. Não se iluda com o design.

2) Verifique o ano. Os muito novos ainda precisam ser amaciados. Os muito rodados, além de pegarem os vícios de donas anteriores, costumam dar muito problema mecânico.

3) Ele é estável? Ou balança quando depara com qualquer curva?

4) Obedece ao comando com facilidade? Ele é ágil ou demora a responder?

5) É muito importante verificar a alavanca de câmbio. Deve ser de agradável manipulação. Faça o teste. Engata com facilidade ou costuma emperrar?

6) Fuja do que é movido a álcool.

7) Evite os muito barulhentos ou que emitam ruídos desagradáveis, como roncos e escapamentos desregulados.

8) O motor mantém temperatura constante? Ou é daquele tipo que esquenta rapidinho, percorre pequena distância e "morre" logo em seguida? (hahahahahahahaha...!!! Essa é a melhor!!!)

9) Ou o que é pior.... De manhã nem com o afogador puxado???????

10) Leve-o para um "test drive".

Se o homem passou em todos esses testes e lhe agrada, lembre-se: antes de adquirir, faça um contrato de locação e use-o por um ou dois meses. Nesse período, você ainda pode ter surpresas desagradáveis... Não esqueça!

sábado, 28 de junho de 2008

Qual é a melhor forma de escolher uma mulher?

É fácil! Basta compará-la a um automóvel .

1) Verifique o design. Deve ter bom porta-malas. Embora alguns prefiram, evite o modelo "perua".

2) Verifique o ano.

3) Observe o estado de conservação da lataria.

4) É boa de curvas?

5) É macia?

6) Possui "air bag" duplo frontal de bom volume?

7) É econômica?

8) Faz pouco barulho?

9) Esquenta rápido?

10) Leve-a para um "test drive".

Se a mulher passou em todos esses testes, lembre-se: por precauçao, faça um "leasing", porque, nesse meio tempo, pode surgir um modelo melhor e mais novo.

ouvi na rádio e resolvi compartilhar...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Amor Blue - Roberta Sá

Não ando muito inspirado para escrever, por isso minha singela contribuição da semana é colocar o link para download da música Amor Blue, da Roberta Sá, que faz parte da discografia da novela Ciranda de Pedra.

Quem tiver a oportunidade de assistir à novela, por favor me diga se a músia vem sendo tocada e em quais momentos ocorre.

Um abraço a todos!

(clique aqui)

sábado, 3 de maio de 2008

Tentação de chefe II

(continuação de Tentação de chefe I)

"Olga..."

"Quieto, meu amor... Eu escutei você falando da peça, sua opinião de como deveria ser. Adorei a idéia e percebi que você nunca havia tido uma chance aqui na empresa. Você precisa aprender a trabalhar sob pressão... Quero uma relatório até o final do dia na minha mesa, aso esteja bom, vou te efetivo na área de produção de eventos na empresa".

Tal área era o filet mignon do mercado. A diretora ia demitir o rapaz pela sua falta de respeito, mas o cara era realmente bom e foi o primeiro a esnobá-la, tudo que ela mais queria. Assim, ela mudou de opinião no caminho e resolveu ver o que o rapaz tinha de bom, apesar de seu aspecto de bom menino. O trabalho entregue na mesa foi motivo de elogios em toda a empresa e a efetivação era certa no pós-formatura.

Por coincidência, Juninho foi trabalhar em um projeto de Olga, super confidencial. Em pouco chegar em casa meia-noite virou rotina, cada vez mais ele trabalhava depois do horário, geralmente com Olga, apenas ela. Com a desculpa de ainda ser um estagiário, ela pagava o jantar, mas sempre em ótimos restaurantes, seus decotes ficaram cada vez mais sensuais e a maneira como ela ensinava os assuntos faziam Juninho a cada dia ter mais excitação por ela.

Até que um dia choveu demais e a não parava. Em plena Av. das Américas formavam-se bolsões, justo aquele dia que saíram mais cedo do trabalho. Sem titubear, olha entra no Dunas e fala, vamos parar aqui, porque é mais seguro. A gente pega um quarto, assiste a uma televisão e ficamos livre de ter de pagar R$ 2.000,00 de conserto de carro. Subiram para suíte como dois adolescentes, Juninho não acreditava como sua chefona poderia ser tão legal, a ponto de não ver nenhum perigo em entrar em um local daqueles, afinal de contas, mesmo sendo noivo, as mulheres não engoliriam isso.

Ele entro, deitou na cama e virou para tv. Ao olhar no espelho, Olga estava com uma cinta liga, numa meia luz, com uma silhueta perfeitamente esculpida. Sua cara ficou como a de um bobo em milésimos de segundo. Ele não acreditava, que aquela senhora, poderia ser algo tão perfeito. Aquela respeitada profissional e bela mulher, ali, na sua frente, seria o melhor ponto de seu currículo. Ele fingiu que não viu, pois acreditava da inocência da tia.

Um misto de tesão, desejo, vontade lhe passavam no sangue. Ele estava quente, ele não era de ferro, não ia aguentar ver aquilo tudo; ao passo que aquela duna de areia não era para seu caminhãozinho de madeira. Tinha que ter respeito. Mas ela não era inocente assim, tinha algo de errado, ou melhor, muito certo ali. Quando Olga finalmente saiu do banheiro, extremamente sexy, Juninho olhou para sua aliança de noivado. Foi o tempero mais sórdido que aquela mulher teve em toda sua vida.

Naquele momento, aquele anel foi extremamente excitante, que fuzilou o garoto que cada vez mais se desesperava entre a mulher que mais admirava e, realmente era boa mesmo, ali, na sua frente, preparada especialmente para ele e sua noiva, o amor da sua vida, aquela menina da 19 para quem prometeu amor eterno.

A tentação venceu. Olga achou que fosse acabar com o menino, depois daquela crise existencial ele poderia ser apenas um brinquedinho. Ledo engano! Ele foi para cima e ela se arrependeu de nào ter feito isso antes, como ela poderia se contentar com aquele seu marido tão fraco? Juninho se comportou como um profissional, ela cansou antes mesmo que o garoto se sentisse com a missão cumprida. Ela cedeu e foram até o raiar do dia... O problema é que não podiam, ambos, chegar com as mesmas roupas do dia anterior e com os perfumes trocados.

O jeito foi o rapaz ir para casa, para cumprir seu horário dia seguinte. A diretora poderia chegar em qualquer hora. Naquele momento ela se curou do recalque. Viu que a melhor coisa que aconteceu na sua vida foi experimentar o diferente, conhecer outro cara e ter experiências diferentes. Juninho terminou o noivado alegando falta de maturidade para manter uma relação daquela natureza.

Olga passou a ser a mulher mais tarada que conheço. Não perdoava ninguém, ela adquiriu gosto pela coisa, mas ela fez uma promessa: quando encontrasse alguém como o seu "primeiro menino" pararia para um namoro sério, mas Juninho era um quase profissional, cara de bom menino com talentos ocultos...

E assim foi. Juninho teve uma carreira meteórica, com seus trabalhos de motivação com suas chefes, em 8 anos passou a gerenciar as contas das 3 maiores anunciantes do país, além de ser o eterno amante step de Olga. Essa passou a contratar mais estagiários, sempre homens, com cara de nerd, ao estilo Juninho, que passaram a ser conhecidos com os estagiários meteoros, símbolo que representava suas carreiras.

Tentação de chefe I

Eu estava analisando as estatísticas de acesso do blog e percebi que o texto mais visto foi o do amor nas unhas do pé. Com apenas 3 comentários, 1 de uma frequentadora frequente e outros 2 de primeiras visitas, pude concluir que tive muitos visitantes anônimos e, ousaria, que foram recomendados, já que a página do google me mandou algumas pessoas com palavras-chave relacionadas. Esse é um bom indicador, porque se alinha com o objetivo da criação do blog.


Para quem ainda não sabe, um dia quero escrever um livro, contos ou um romance, de preferência trágico, com histórias cotidianas e, que de alguma forma, gerem reflexões sobre o comportamento que as pessoas possuem. Para tanto, baseio em histórias reais, vividas por mim, mas com muitas transformações, diria que da maneira como gostaria que fosse. Nada melhor do que escrever um agora, não acha?


Posso quase afirmar que assim foi: D. Olga, diretora de eventos da crescente agência de propagandas acabara de se separar do marido. No alto de seus 42 anos, o máximo que a julgava ter não passava de 34. Ela realmente era de tirar o chapéu, com o dinheiro e a facilidade que possuía com os negócios, conseguiu um carreira de fazr inveja a qualquer ser: pouco stress e muita grana, suficiente para a todo momento cuidar do corpo.

Spas? Poderia ser avaliadora de revistas especializadas. Academia? Montaria série para qualquer jovenzinha ficar nos trinques. Salário? O suficiente para pagar tudo isso. Mas segundo os analistas da área, ela tinha um grande problema, o marido. Apaixonadíssima por ele, aquilo tudo tinha apenas um dono, em 22 anos de casamento. O milionário empresário sabia do ativo que possuía, mas como cachorro que era, em pouco tempo já geria sua mulher e 2 amantes.

Ao ficar mais velho, fazendo seus 5o anos, há pouco, no final de abril, seu portfólio de muchachas alternativas tinha dois dígitos. Quantas eu não sei, mas pelo menos umas 7 em diferentes estados e mais umas 5 na Argentina, Colômbia, EUA, Canadá e Espanha, o mais novo destino de seus produtos. O cara é, sempre foi, uma máquina!

Olga não teve suporte psicológico para suportar aquela situação. O divórcio foi imediato e definitivo. Suas últimas palavras para ele foram "bom dia, meu querido". A coisa foi tão profunda, que ela nem quis conversar para romper aquele romance, foi tudo via advogado. Ela sabia que seu coração tinha um dono, único, mas que não haveria volta. Inconscientemente ela se fechou para o mundo do amor, gerando os mais loucos desejos por quem estava em sua volta.

Como ela havia sido conquista por Tito, ela não se conformava em ter caído naquele estado, como poderia ter sido enganada? Mas aqueles momentos foram tão maravilhosos, que hoje ela repetiria tudo. Mas honra é honra e sua imagem perante a sociedade devia se manter. Seu recalque se transformou em algo muito peculiar, não queria vingança, queria apenas repetir os momentos sexuais de intensos e apaixonados, pois a máquina funcionava como O Km, apesar do avançar da idade.

Ela resolveu escolher seus amantes. Melhor, escolher aqueles que não lhes desse bola, como sofrido no passado, a moderna mulher queria dar o troco à categoria masculina da mesma forma. Mas havia um grande problema, quem ia ignorar aquela beldade?

Em um primeiro momento ela ficou desesperada. A notícia de separação gerou frisson na agência, todos queriam consolar a pobre mulher - mas ela não queria colo, estava interessada em outra coisa. Na night todos lhe davam bola, do jornaleiro da porta da boate aos playboys da área VIP babavam pela tiazinha. E isso recalcava cada vez mais, como aquele idiota do Tito poderia tratá-la daquela maneira.

Dois meses sem a sonhada noite e ela estava quase surtando. Precisava lavar a alma, era mais do que simplesmente sexo. Ela tinha que conquistar seu homem e depois pisar até dizer chega. Até que um dia, passando pelo corredor da agência, ela escuta o papo de 2 estagiários, ambos de último período de faculdade", daquele tipo geninho, brilhante, mas que aceitou a vaga para tapar o buraco dos serviços burocráticos e que, por isso, não teria nada de brilhante no futuro profissional:

Walter: "Po, aquela diretora é um espetáculo, ah se a pego de jeito..."

Juninho: "Que isso cara, ela é bonita sim, mas nem penso numa coisas dessas. Ela poderia ser minha mãe e não troco minha namorada por nada".

Ao escutar aquilo Olga subiu nas tamancas. Ninguém nunca havia falado aquilo para ela, como poderia um pirralho de 20 e poucos anos ousar dizer aquilo. E ser trocada por uma pirralha? Aquilo era o cúmulo! De maneira alguma isso ficaria daquele jeito, haveria troco. Foi o tempo de chegar na sala e chamar o estagiário para um papo.

"Juninho, queria que você se lembrasse daquilo que você comentou com o Walter no café. O cara tremeu, gelou, seu futuro profissional acabara... Sra. Olga, eu queria pedir desc..."

"FIQUE QUIETO AGORA MESMO E REPITA!"

(continua...)

terça-feira, 29 de abril de 2008

Choro e seus limites

Por que temos vontade de chorar? Ao observar certas cenas, eu me pergunto qual é a reação química que faz com que saiam lágrimas de nosso olhos. Um cientista poderia dizer que isso ocorre quando a substância tal entra inunda a área X do cérebro o que acarreta... NÃO!!!

Isso é bula de remédio, manual de instrução de computadores importados, letra de médico ou cabeça de mulher, ou seja, ninguém entende. Quero respostas simples, objetivas, que me façam entender o choro, seja ele de felicidade ou de tristeza, raiva ou alívio e, quem sabe, o porquê de as mulheres serem as campeãs no quesito.

Juro que quando comecei a escrever, não tinha nenhuma resposta em mente. Mas com o passar do tempo, esclarecendo minha dúvida, comparando situações me veio uma resposta. Ou melhor, uma hipótese, que vou mostrar agorinha, depois de um breve comentário.

Como podemos encontrar as respostas para nossos questionamento? Certa vez, um o ilustre professor de matemática Elon Lages Lima, afirmou que quando entendemos as dúvidas a resposta é gerada automaticamente. E eu acho que é por isso que sempre me proponho a escrever textos com reflexões, acho que me proponho a propor um questionamento que tenho, mas ao escrevê-lo, estruturá-lo, acabo tendo insights e possíveis respostas para elas.

Mas voltando ao choro, acredito que ele ocorra em momentos de extravaso. Sempre que algum sentimento transborda o limite do possível acontece o choro. Ele é o limite exterior dos sentimentos e, curiosamente, só o encontramos quando dele passamos. É como se só pudéssemos vê-los de fora.

E o que as mulheres têm a ver com isso? É que elas são mais sensíveis, possuem limites menores e a todo momento por eles passam. Uma coisa interessante, narrada por uma amiga minha esses dias, é a situação de amigos, homens, declararem amor uns aos outros chorando, normalmente bêbados. Nesse caso o limite foi diminuído, a carcaça da racionalidade masculina, imposta pelo machismo da sociedade faz com que os limites diminuam e que a expressão de sentimentos se intensifiquem, justificando o choro.

Se estou coerente comigo mesmo, sempre posso falar para um chorão que ele(a) está passando dos limites?

Um abraço a todos e ótima semana!

terça-feira, 25 de março de 2008

Amigos doem, mas não machucam

Aproveitando o tema amizade, trago um texto que está no meu antigo blog.
21/08/2007 21:08

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Este dias passei por algumas situações e comecei a refletir sobre amizade e aquilo tudo tipicamente feito por amigos. O que será coisa de amigo? Festas, atenção, aquele ombro amigo, palavras de confiança, com certeza, isso sim é papel dos amigos. Obviamente a amizade está ligada aos bons momentos da via, com amigos compartilhando. Dos lados ruins também, quando esses são as fontes de inspiração para solução dos problemas ou o porto seguro onde se pode sempre atracar.

Existem algumas frases feitas sobre amigos, como “os que colocam nas maiores enrascadas”, “é para essas coisas” e “aquele do lado esquerdo do peito”. Mas o que significa isso tudo senão o nosso bem-estar? E quando, em um primeiro momento, essa sensação não aparece? Quando nossos amigos nos trazem más inquietudes, desconfortos, em suma, aquela verdadeiro dor no ser, no eu mais interior. Quando parece que ele virou casaca e não se comporta como aquele ao nosso lado, pois se estivesse, não geraria o sofrimento, mas o prazer imediato.

Meu pai, desde quando eu possuía apenas meus 50cm de altura – e acredite, isso faz tempo – me fala que amigo é aquele que diz a verdade, que quer o bem-estar. Sempre me disse que era meu amigo, quando não me deixava sair com aqueles moleques mais “delinqüentes” que moravam na rua; quando não podia passear sozinho no alto dos meus 9 anos, mesmo com a plena certeza de que tinha capacidade e poderia dar inúmeros outros exemplos aqui, com a certeza de que cada um se identificará com, pelo menos, parte deles. Hoje eu confesso que isso me doía, não entendia, como pode ele gostar de mim, dizer que é meu amigo e não me deixar cair na diversão.

Felizmente, por mais paradoxal que pareça, a amizade nos trás um grande aliado: a dor. Como a que quando fazemos alguma coisa de errado, ele diz, sem nenhuma cerimônia: “você errou, não deveria ter feito isso”; quando estamos na direção de um prazeroso erro e vem a voz da correção: “as coisas não são por aí”. O que os amigos fazem conosco é simplesmente cuidar do nosso melhor. Fazem com que encontremos nossos caminhos corretos, que sigamos nossos valores, que desenvolvamos nossas potencialidades, quando não podemos enxergar.

Nestes momentos, percebemos apenas o prazer imediato, não levamos em consideração os riscos de um futuro não muito distante. Realmente a correção, privação dos impulsos mais imediatos, é uma fonte de dor, ainda mais quando esperamos o apoio daquele no qual sempre acreditamos. Assim, nossos amigos são as poucas pessoas que são capazes de nos fazer sentir essa sensação.

Mas não se pode confundir a dor com os machucados. Dores são sensações, experiências, que, mais cedo ou mais tarde, passa. Os machucados, por outro lado, são traumas, conseqüências que exigem tratamentos, que podem acarretar no mal funcionamento de outras partes e, que se não forem percebidos, podem levar à morte. Definitivamente, amigos não machucam, pelo menos de coração. Amigo que é amigo nunca deseja gerar tais traumas, pode até ser que ocorra, mas são raros os momentos.

O perigo dos machucados é que eles podem não se manifestar. Diria até que o machucado que dói muito é um machucado amigo, pois exige tratamento imediato. De maneira oposta, aquele que fica ali quietinho, no cantinho dele, crescendo, comendo pelas beiradas, ganhando força às nossas custas, é um inimigo dos mais avassaladores...

Quando alguém chega e nos fala algo que não nos agrada devemos parar e pensar, essas são palavras amigas? É difícil saber se elas doem ou machucam... mas o mais complicado é escutá-las sem doer e não saber se machucam...

sexta-feira, 14 de março de 2008

Meu amigo é perecível

Nós somos feitos muito mais do que corpo e mente, somo emoções, sociais, expectativas e muitos outros componentes cada um deles precisa de um tipo de alimento. Assim como a comida é o que sustenta nosso corpo fisicamente, como fonte de energia, a experiência como pessoa também precisa de outros tipos, como os amigos.

Apesar de não ser a mesma coisa, é possível de fazer um paralelo entre amigos e alimentos, e por favor, não pensem besteiras, não se trata de um comer o outro no bom ou no mau sentido. Talvez a maior maior das dificuldades seja a de aceitar que as amizades possuem um "quê" de perecibilidade, pois a consumimos constantemente, mas ao mesmo tempo temos que tratá-la de modo a nào estragar, inclusive guardando na geladeira.

Por exemplo, um amigo meu comeóu um relacionamento há pouco tempo, está com uns problemas com sua namorada e ele não busca a juda dos amigo, já tentamos conversar com ele, mas ele resolveu se isolar. Ele nos colocou na geladeira, isso mesmo, preferiu nos afastar antes que o consumo que ele estivesse disposto a fazer pudesse estragar tudos. ao mesmo tempo, nós, do lado de cá, observamos para ver o que vai dar aquilo, sempre aptos a ajudar.

segunda-feira, 3 de março de 2008

A prova!


Aí está a prova!!!

sábado, 1 de março de 2008

A primeira vez

Era aguardado o momento, a primeira vez é sempre especial e deveria ser ótima também. Havia aquele frio na barriga, aquela expectativa, ela quase havia ocorrido em outros momentos, mas não rolou. Ontem, 29 de fevereiro, uma data mística, que ocorre apenas de quatro em quatro anos, só poderia ser nesse dia. Como havia ansiedade, cheguei mais cedo.

Paguei para entrar, é claro, mas e daí? Algum preconceito? Uma hora isso deveria ocorrer e foi preciso pagar, mas o brilho não se perdeu por causa do detalhe. Para relaxar um pouco, um chopp antes da hora... Não combinamos nada, mas é claro que seria assim: ela chegaria ao local marcado, faria sua apresentação e depois nos encontraríamos para o momento mágico, o contato físico.

Assim foi! Ah, que maravilha, não imaginei sentir emoções tão diferentes. Na verdade esperava intensidade, mas não daquela forma. Não poderia imaginar que a primeira vez seria tão revolucionária, se soubesse eu juro que teria antecipado. As emoções se assemelham com a de um desfile em escola de samba, correntes se sentimentos a todo momento pelo corpo... E qual é o nome dela? Seria justo revelar nossa intimidade? Sim, porque além de tudo foi em local público e ela, Roberta Sá, fez de ontem uma noite linda.

Como prometido em texto anterior, esse é o nome da mulher que mudou minha vida. Sem exageros, ela foi e primeira pessoa a despertar em mim a admiração de fã, cujos sentimentos foram esclarecidos. O show foi como descrito acima, cheguei mais cedo, paguei pelo ingresso, esperei o show, acompanhei inteiramente e depois fui pedir a assinatura no CD, quando, como bom fã, dei-lhe um abraço.

Aquela seria a prova de fogo para continuar a admiração pela cantora que, sim, ao vivo possui um belo sorriso. Esperei para falar com ela, mas era um momento especial, não é todo dia que se estréia no Circo Voador, havia até Caras fazendo entrevista com a cantora. Entrei na área reservada, esperei em uma pequena fila que ela descesse para falar com os fãs. Conheci um anjo na fila, com o nome de Lucilene, vejam o pedido.

- Oi, seria muito abuso se eu pedisse para você tirar uma foto minha com ela e me madar por e-mail?

- Claro que não.

Ainda não falei com ela, nem peguei a foto, mas voltemos ao momento mágico. Fiquei de frente com a Roberta, meio sem jeito, sem ter muito o que falar. Peguei o CD e pedi seu autógrafo. Ela, simpática e sorridente assinou, pedi um abraço e elogiei seu trabalho. Votei para casa com um sentimento ímpar, com o gostinho de quero mais.

Sou fã dela.

Até o próximo.

Um abraço a todos!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Você deve rever seus conceitos....

Lembro-me de uma campanha publicitária da FIAT, veiculada há alguns anos, em que se tentava induzir o telespectador a uma revisão de seus conceitos, para tanto usava-se temas como preconceito racial etc.

Sinceramente falando, sei que o preconceito existe e que ele está entre nós, mas neste último fim de semana presenciei uma das situações mais bizarras dos últimos tempos: estávamos num churrasco de confraternização e chegou mais uma família convidada, uma família negra composta da avó, seus dois filhos e dois netos.

Conversa vai, conversa vem, começaram a falar o quanto as duas crianças (uma com 3 e outra com 9 anos) eram inteligentes, bonitas etc. Mas as crianças não eram "só" isso: o menininho, com 3 aninhos de idade, além de tudo, ainda era garanhão (só rindo!), isso porque todas as menininhas da escola queriam namorá-lo.

Na boa, ou minha família é muito careta, ou os tempos avançaram muito, pois onde já se viu a família ficar se vangloriando dos dotes de uma criança de 3 anos? E como se a sexualidade já tivesse aflorado nesta idade. Mas vamos deixar isso de lado, porque o foco é outro.

Lá pelas tantas, o pai do rapazinho disse: "eu já falei que ele não pode namorar a fulana-cabelo-de-sol..." - e cá pensei eu com meus botões que o pai era uma espécie de "racista ao contrário", uma vez que era negro e que não queria que seu filho namorasse uma loirinha - e ele continuou "a fulana-ninho-soleil (!?) tem um pezinho na África, aliás, os dois pés na África, e não é menina para namorar meu filho. Eu não quero netos de cabelo ruim..." Como se não bastasse o pai falar aquele monte de asneiras, todo o resto da família concordava e ria, ria.

Apesar de - nem tão - singela, essa foi uma das mais bizarras demonstrações de racismo que vi ultimamente. Não pelo falo de a família ser negra, mas sim pelo fato de uma família negra não ter a percepção de que é negra e, assim, não querer "misturar" sua pureza. Cruz credo.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

E a paixão?

Eles se conheceram num lugar pouco provável, numa reunião formal de trabalho, uma festa de confraternização de final de ano. Quem os apresentou? O único amigo que possuíam em comum, James.

Fred e Ana conversaram por um bom tempo, identificaram-se rapidamente e pareciam não querer parar de conversar naquela noite. Muito sem graça, Fred não quis pedir a Ana seu telefone, ficou sem graça, queria, mas ao mesmo tempo não quis logo de cara mostrar suas boas intenções. Foi-se embora. No dia seguinte, ao se encontrarem na empresa, Fred catou o telefone de Ana na lista de e-mails da empresa e fez uma ligação com a desculpa de tirar alguma dúvida.

Conversaram sobre o assunto sério, logo mudaram o tom da conversa e começaram a se tornar amigos. Até que um dia combinam um chopp, no qual James estava presente e cada vez mais trocaram olhares de interesse. Ao final, cada um vai para sua casa e no dia seguinte, Fred convida Ana para sair. Vão ao cinema e beijam calorosamente. Os dois sentem algo diferente acontecendo e ao terminar o filme, inventam algo para fazer, e acabam jantando. Depois do jantar o que fazer? Os dois curtiam muito aquele momento, não queriam ir embora, sair daquele carinho seria péssimo para os dois. Era a primeira vez que saíam juntos, mas as emoções estavam bastante fortes. O que explicava aquela ligação toda entre eles?

Fred, um rapaz de poucos amores, não se sentia tão confortável do lado de uma garota há muito tempo. Ele queria berrar ao mundo que estava apaixonado. Queria namorar, queria noivar, casar logo com aquela guria. Não via a hora de pedi-la em namoro, até que subitamente ele a chama seriamente:

- Ana, não podemos continuar saindo.

- Por quê? O que aconteceu, fiz alguma coisa de errado?

- O problema é esse. Já conheci muitas mulheres, mas como você é diferente, não consigo a ver apenas como uma “amiga”, você não é mulher de ficar. Como estou novo na empresa, não acho que seja certo termos algo agora.

Ana entendeu o recado. Era tudo o que queria escutar, apesar de saber que as coisas não seriam tão fáceis assim, já James era muito mais do que um amigo ciumento, mas mesmo assim ela continuou o momento:

- Ah, não é? Então sou o quê?

- Ana, paremos por aqui, vamos para casa e amanhã nos falamos... estou confuso, não quero e confundir ainda mais...

- Não há confusão. O que você não quer falar pode ser exatamente o que quero ouvir. Se você sente algo, essa pessoa merece saber... Os sentimentos só existem de uma para outra pessoa e, por isso, também mereço saber.

- Eu estou completamente apaixonado por você. Acho que você é a mulher da minha vida! Quero que você seja minha namorada, agora!!

Ana, após tal declaração, havia lapidado seu maior defeito, a vaidade. Aquele rapaz era legal, mas aquela declaração tão rápida acabara com os desafios pelos quais, sim, ela era apaixonada.

- Fred, entendo, mas infelizmente não podemos continuar. A verdade é que acabei de ter um caso com James, e você sabe, ele é casado. Eu me apaixonei muito por ele e, mesmo depois de três anos de promessa, a separação não saiu. Você é um rapaz de ouro, seria capaz de me apaixonar por você, se seu amigo não fosse o amor de minha vida.

Fred tremeu. Raiva, ódio, amor... Um ciclone de sentimentos o abalou por quase sessenta segundos. Ele não sabia o que fazer. Um balde de gelo? Uma porta na cara? Uma facada pelas costas? Qual seria a melhor descrição para aquele momento? Nunca havia se apaixonado tão intensamente em tão pouco tempo. Nunca havia se jogado num amor de maneira tão leve, submissa e confiante.

Voltando a si, ele nada mais falou. Foi ao carro, deixou a donzela em casa, e foi até praia vermelha refletir. Lá chegou, comprou um refrigerante com um camelô e sentou em um banco para começar a conversar com o mar, seu maior conselheiro. Olhando para as ondas seus pensamentos eram os mais variados possíveis:

“É, fui usado. Fui vítima da maior das vaidades! Não, não fui vítima, ela sim foi. Continuo minha vida, tenho um amigo no qual confiar, tenho muitos amores peã frente. Coração livre e o mundo a conhecer. Eu a perdôo. Não, o que é isso? Eu a agradeço, pela primeira vez me joguei numa paixão. Não sabia que existia isso eu mim, me sinto até mais humano”.

- Ei, amigo, outro refrigerante Zero.

- Acabou! Serve Mate?

- Não. Sabe de uma coisa? Está tarde. Vou nessa! Um abraço e boas vendas.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O primeiro conto

Charles sempre foi um rapaz teimoso e criativo. Além de grande inteligência, possuía uma grande inteligência emocional, sabia lidar com qualquer tipo de pessoa e sempre que chegava em um novo círculo, logo se enturmava. Era muito querido por seus antigos amigos pela presteza que tinha em ajudá-los a solucionar os problemas diários acabou com a fama de terapeuto da grupo.

Aos 21 anos terminou seu curso de veterinária e não via a hora de, finalmente, engajar profissionalmente na atividade que mais gostava de fazer: cuidar de cachorros. Pela competência ganhou três convites de trabalho, das quais uma foi logo descartada; ficou na dúvida entra a clínica de animais que mais pagava com luxo e a outra que pagaria um bom salário e que ainda praticava pesquisas.

Ficou com última e logo no primeiro dia ele teve uma das mais belas visões de sua vida. Na entrada da clínica um golden retriever lindo, peludo, daqueles de ganhar competição entrava guiando uma bela jovem. Olhar penetrante, andar sinuoso, cabelo em harmonia com cada curva de seu rosto... Só podia ser um presente de formatura atrasado. Naquele momento houve a certeza de que aquela era a mulher da sua vida! Seu coração já possuía uma dona.

Boqueaberto, sem acreditar que a mulher de seus sonhos estava com seu cão predileto, ele ficou estático, que se quebrou apenas na terceira vez que Lua, sim, esse era seu nome, pela terceira vez pediu informação sobre o atendimento de cães. Ela bem que tentou esconder, mas o sorriso que deu ao perceber a felicidade do rapaz selou o início de um grande amor.

Ao saber que o animal estava com um pequeno problema de pulgas, não sendo nada grave, Charles quebrou o código de ética e puxou assunto com a gata. Ela, por sua vez, não resistiu ao sarcasmo do rapaz e por muito tempo conversaram sobre pulgas, como se s caceira que um sentia pelo outro não acabasse nem com o melhor dos remédios existentes.

Depois de 3 horas, a jovem foi embora com seu cão, certa de que precisava voltar, mas torcia para que Charles pegasse seu telefone na ficha e ligasse... Ele bem que tentou, mas na emoção do encontro, só havia 7 dígitos no telefone preenchido na ficha. Foi quase uma facada no coraçao dele. Depois de três dias sem a tal da ligação, sofrendo pela rejeição de seu amor, o jeito foi inventar uma desculpa para ir à clínica...

Ela precisava ver aquele rapaz de novo, ne que fosse uma depesdida, ao mesmo tempo que ele não pensava em outro coisa, a não ser naquela linda mulher.

No caminho um terrível acidente aconteceu, um carro em alta velocidade atingiu dona e cão. Uma caridosa alma recolheu a jovem e a levou para um hospital, enquanto o cachorro, em estado terminal, agonizava na rua, manchada de sangue por todos os lados. Um criador de cães, ao passar pelo local, recolheu o Apache e o levou para clínica mais próxima. Charles ao receber o cão, viu seu nome na correntinha, se deseperou, pois o cão de sua amada corria riscos sérios...

Após a cirurgia, muitas felicidades, o cão em pouco tempo se recuperaria... O desespero veio depois, ao saber que a pancada na cabeça de Lua havia sido fatal e que nunca mais iria rever seu amor. Foram dias e mais dias sem trabalhar, sem ir a clínica e foi quando ele decidiu abandonar aquela profissão.

Charles passou a cuidar de Apache, que se tornaria um cão de rua, como uma boa lembrança daquele amor. O rapaz decidiu trabalhar em revistas especializadas em animais, pois já não conseguia lidar com eles diariamente. Apesar de lindos textos profissionais, sua dor por Lua ainda era muito grande. E foi aí que ele decidiu fazer seu primeiro conto, contando um pouco de sua história e de seu grande amor, que começou mais ou menos assim: "Charles sempre foi um rapaz teimoso e criativo...".

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O corporativismo de valores

Pensando esses dias me deparei com uma questão muito interessante: o corporativismo. Entendo que seja a defesa de pessoas que estão em uma organização e que se defendem por mais diversas razões. O termo mais adequado seria o espírito de corpo, largamente utilizado pelos militares. Mas existe um tipo de defesa que beira uma tirania do que se acha correto, o que eu apelidei de corporativismo de valores.

Como é bom encontrar uma pessoa que divide mesmas opiniões, comportamentos e hábitos com você. Existe uma química no momento, um desejo de estar junto, de entender como aquele ser que nunca tinha tido contato pode ser tão parecido contigo, tão diferente. Costumamos logo fazer uma analogia, aquele ali sou eu mais novo, aquela sou eu de saia, e por aí vai. Neste momento não apenas queremos conviver com aquela pessoa, mas desejamos que ela se sobressaia, se destaque, "se dê bem na vida".

Por quê? Porque no fundo queremos impor nossos valores sobre os demais... Queremos que o nosso modelo de ser seja o predominante, algo que possui muitos exemplos na história. O Romário, quando ainda técnico do Vasco, escalou um jogador chamado Alex Teixeira de titular após vê-lo jogar nos jogos do torneio de Dubai. Apesar de jovem ainda, a declaração do ex-jogador foi a de craque é craque e se é bom, deve jogar, independentemente de quaisquer outras coisas.

Ouvindo o rádio depois, os comentaristas lhe deram razão e justificaram e disseram que Romário sabia identificar craques, porque havia sido um. Outra questão é a de que o ex-jogador deseja seu estilo em prática - jogador que joga é o bom, assim como ele era.

Portanto, cuidado com as críticas e os elogias que vocês fazem a outras pessoas, eles podem, na verdade, ser aquilo que você identifica de você mesmo no outro.

Um abraço a todos!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Será que o espanhol resolve?

Hoje eu tive um grande susto ao saber que o novo técnico da selação brasileira de basquete é um espanhol. Apesar do susto, não cheguei a ficar surpreso, porque depois dos comentários que fiz no meu antigo blog, era de se esperar mudanças. O Globo Esporte fruzou bem que o desejo da CBB é o de classificar a seleção masculina para os Jogos Olímpicos, pois já faz 12 que os rapazes de nosso país não conseguem sequer uma vaguinha nas Vila Olímpicas.

Mas deixando, pelo menos tentando, as lembranças de lado, vamos ao fato. A reportagem destacoou que o novo técnico é uma pessoa franca e direta, já com dois recados para os jogadores da NBA: se não quiser, não precisa jogar pelo Brasil. Ai ai ai, quanta coisa errada, primeiro porque QUALQUER pessoa sonha em jogar numa seleção, é como um sonho de menino. Segundo, não se trata apenas de querer unilaterlamente, os melhores do país formam mais do que um time, é uma família em torno de um objetivo comum, muito grande por sinal.

Aí já chega o cara com o pé no peito! O que ele quer, arrumar briga com a elite do basquete? Entendida a reportagem, eu quero mesmo é escrever sobre outra coisa, o jeito dado para colocar o Brasil em quadra em Pequim. Alguém teve a excelente idéia da mudar o técnico, como se esse fosse o grande probema do país. Será que eu devo mandar o meu último texto para ele? Será que ele acha que as pessoas são tão inocentes assim? Não é possível aceitar mais essa ação dos administradores do basquete nacional.

Agora gostaria de fazer aquela velha perguntao a um cozinheiro: você faz omelete sem ovos? Pois é isso que a CBB está querendo fazer com essa decisão. Possuímos algusn atletas sim, mas não temos espírito de equipe. Os atletas que hoje estão nas equipes profissionais foram fãs da geração Oscar, aquele ser que destruiu o basquete nacional, mas que chama de "o melhor de todos os tempos".

Ele conseguiu transformar o coletivo em individual. Você se lembra do resto da equipe dele? Além do Marcel, quem mais faz parte da geração Oscar? Associado a esse espírito individualista-quero-ser-cestinha, nossas categorias de base formam equipes para fotos. Isso mesmo, os times são para os queridinhos dos diretores e beneméritos de clubes tirarem fotos, com uniformes bonitos, para colocar com orgulho na parede de casa.

Com tudo isso, eu pergunto como se quer chegar às Olimpíadas? Como esse espanhol vai mudar a mentalidade de nossos atletas? Quer dizer, ele quer? Como fazer um conjunto de individuais? com tudo isso não vejo maneiras de nossos atletas conseuirem uma vaguinha para os jogos na terra da Grande Muralha.

Coloco abaixo o texto que está no meu outro blog:

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Organização prevalece e Brasil perde para a Argentina

A manchete do UOL se refere ao pré-olímpico de basquete. O jogo valia uma vaga para Pequim e, mais uma vez, o Brasil está fora (você acredita neste time no mundial pré-olímpico? Eu não!!). Resolvi escrever hoje sobre um tema que eu evito comentar, até mais do que deveria. Para ex-atletas como eu, ou pessoas que conhecem um pouco mais o mundo da bola laranja, o título é ambíguo e, diria até óbvio, mesmo sem conhecer nada da estrutura del baloncesto de nuestros hermanos.

Por quê? Chega a ser ridículo querer ganhar alguma coisa com as estruturas do nosso esporte. Primeiramente porque as categorias de base são escolas de palhaçadas e panelas, se você é filho de jogador, comentarista esportivo, benemérito de clube ou qualquer outro da “elite” do esporte, você é um ótimo atleta. Porque assim você pode jogar para si, cagar para os outros membros da equipe, mostrar seus valores individuais, mostrar o jogador que você é.

Por quê? Porque os pais, os familiares podem ver como aquele pupilinho de elite é “bom”, como ele joga, como se destaca no resto de otários. É como comprar uma universidade e ser o melhor aluno, fazer um filme e ser o ator principal, ser o dono da bola. Mas infelizmente nada disso é dito. Crianças, pré-adolescentes, acreditam nos velhos valores de equipe, que a confiança mútua existe e em todos aqueles outros valores tão bonitos defendidos pelos esportistas – que devem ser defendidos mesmo, pois o caminho para uma vida melhor é por aí. Mas por favor, mentir para criança é muito feio!

Todos aqueles que fazem parte da “classe média”, os mortais no que se refere ao “QI” da bola laranja, acabam sofrendo. Crianças se esforçam para se tornar titulares, para fazer o jogo em equipe, porque aquilo é o certo. Ninguém é capaz de falar para elas que os filhinhos e queridinhos é que jogarão independentemente de qualquer coisa. Defesa? O que é isso? Assistência? Jamais. O negócio é o “eu”, é ser o cara, o melhor, num esquema de equipe unida para que “eu marque pontos mas vocês não sabem disso".

Um exemplo desse paradigma do esporte brasileiro é o maior ídolo do basquete. Preciso dizer o nome dele? Claro que não! E quem jogava com ele? Você sabe o nome de alguém? Dos caras que defendiam enquanto ele ficava só na linha dos três? Esse cara conseguiu transformar o basquete em um esporte individual, a grande praga no nosso esporte de bola laranja.

Mas o que isso tem a ver com o jogo da Argentina? Bem, primeiro que eu faço parte da geração que hoje faz parte da seleção brasileira. Quando eu era infantil me lembro de ver o Nenê nas quadras do Tijuca Tênis Clube jogando pelo Vasco. O Tiago era o grande ídolo do Marcão, nosso assistente-de-tornozelos-machucados e que desde aquela época está na seleção brasileira, que sempre repetia que ele com apenas 14 anos tinha ido para Espanha, no alto de seus 2m e alguma coisa. Com certeza sua formação esportiva não foi no Brasil e por isso hoje veste a amarelinha. Os que estão na seleção hoje ou vieram de baixo com um talento extra série ou faziam parte das elites.

Por exemplo, vocês sabem de quem o Marcelinho, nosso armador, é parente? Por que será que o Nenê, o grande pivô da NBA não quis jogar na seleção em outros tempos alegando falta de organização? E assim as histórias rolam e rolam... Mas qualquer um do esporte que leia meu blog dirá que esses são os melhores brasileiros em quadra hoje.

E o pior de tudo, é verdade!! Os que possuíam o talento, os que tinham o potencial de fazer o país crescer no esporte, foram tolidos ainda em categorias de base. Perderam as esperanças, concluíram que o esporte não era para eles... E isso simplesmente por ter a noção de que o diretor do filme queria colocar o seu elenco na quadra, não as artistas com o talento suficiente para ganhar o Oscar.

Mas que seja. Acho que escrevi demais para concluir que, na verdade, o time da Argentina foi mais organizado do que o brasileiro. Pergunta final: como os “elites” se sentem em saber que seus queridos nunca ganharão nada? É melhor do que ver outros ganhando, quem sabe, olimpíadas?

Pena que a reposta é impossível...

Até logo pessoal!!

No próximo post eu faço um paralelo com o basquete americano e os valores da terra do Tio Sam...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

César Maia e o legado do IPTU

Mesmo com minha pouco idade, eu já vi diversos políticos: malandros, inteligentes, corruptos, burros e até mesmo bonzinhos... Mas eu nunca havia visto um da espécie do Maia. Afinal de contas o que ele é? Um grande canalha por querer aumentar o IPTU em 300% ou um grande artista para aparecer na mídia? Um filho da mãe que explora o bolso de seus contribuintes ou um professor, que o configuraria como perfeito cidadão carioca... , como assim?

Nunca na história desse país (Lula da Silva, 2002-2008) tivemos uma figura tão importante como o senhor César. Quem poderia imaginar que esse ser um tanto quanto esquizofrênico poderia deixar um legado para a cidade: o protesto. Isso mesmo, gostaria de saber qual foi o último movimento genuinamente carioca de força popular em prol de algum objetivo. Talvez tenha sido a Revolta da Chibata, lá por 1910.

Até que um senhor prefeito resolve aumenta o IPTU de maneira assombrosa. Mas até aí tudo bem... Associações de moradores iniciam um movimentos de boicote. Ele desdenha e o movimento cresce, cresce... E ele desdenha, diz que é o melhor para ele... e o movimento cresce...

Será que ele não percebeu que politicamente ele perdeu uma luta contra o povo, carioca, ainda por cima! E o pior de tudo, às vésperas do Carnaval! Ele conseguiu! O povo se uniu contra ele e, pelo visto, venceu. IPTUs estão sendo revistos e agora já sabemos o caminho...

Torço para que esse seja o grande legado do prefeito para a cidade. Tenho confiança de que esse foi o primeiro de muitos protesto que um dos povos mais tranquilos do país aprendeu a fazer... Obrigado senhor prefeito, além de grande professor, deixou um belo legado para nós, cariocas. Mas antes, por favor, reveja o IPTU.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Mercúrio na casa sete

Ontem eu fui ver Meu nome não é Johnny e positivamente me surpreendi. O filem aborda, de maneira bastante forte, muitas questões polêmicas, que não é fácil abordar normalmente, mas de maneira sútil. Diria que todos são os públicos do filme, psicólogos, educadores, filhos, pais e crianças, sim, crianças, apesar da classificação de 14 anos, que na verdade é um absurdo.

Por que um filme, de um problema comum nos dias de hoje, pode ser tão multifacetado assim? Os problemas apresentados, sutilmente, são os seguintes: separação de pais, exemplo e estrutura familiar, amizades perigosas,loucuras por amizades, amor bandido, profissão ilegal, corrupção e incompetência das instituições públicas, lealdade, amor de mãe, arrependimento, justiça, punição, tráfico internacional, denúncia e duas que me chamaram muito a atenção: inteligência e sorte.


Sem dúvidas, o protagonista do filme é uma pessoa de intelecto privilegiado, mas não apenas isso, acima de tudo possui sorte. Essa combinação fez com que ele conseguisse vencer os maiores desafios na sua vida. De maneira correta ou não, isso se resume em uma das frases mais inocentes do filme, mas muito explicativa: "não são todos que nascem com Mercúrio na casa sete". E isso é verdade.

João Estrella consegue um misto de inteligência e sorte ao longo da sua vida que é de invejar qualquer telespectador. Basta ver o filme que tudo, para ele dá certo, mesmo quando dá errado e vice-versa. Quando está no lado do crime, quando tudo está errado, tudo dá certo, ele cresce em suas atividades e vai conseguindo fama, até uma carreira internacional de 5 a 6 dígitos de pagamento (seria em reais? Isso não ficou claro, mas era muita grana).


MAs chega uma hora que tudo dá errado, quando ele finalmente deve acertar as contas com a justiça, devendo ser julgado por uma juíza mão de ferro. À primeira vista deu tudo errado, mas ali foi o maior certo de sua vida. Ou seja, quando tudo parecia errado, as coisas começaram a dar certo. A magistrada com certeza era conhecida por mão de ferro por aplicar penas duras aos condenados por ela. Quanta sorte de Estrella ao se deparar com ela, imagina se ele pegasse um "bonzinho" que lhe encurtasse a pena pela metade? Pelas contas, ele ainda estaria vendo o sol nascer quadrado...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Mudar para manter

Ao longo das minhas reflexões eu já identifiquei alguns paradoxos, mas há um deles que me intriga bastante, que é quando mudamos alguma coisa justamente para ficar tudo como antes. Pois é, toda mudança tem o objetivo de manter ma característica muito forte. É como se fosse uma lancha na Baía da Guanabara (quando olhamos por cima da ponte), em que se vê caminhos abrindo, mudanças no mar, mas a rota retilínea e intocável.

Daí uma das famosas frases faz sentido:"em time que está ganhando, não se deve mexer". Ora, se o ponto mais importante é vencer, por que mudar fatores que podem afetar esse objetivo maior? O mesmo raciocínio se aplica quando o técnico começa a ver seu time perder e logo logo providencia alterações para voltar ao satatus quo - vitória.

Acredito em qualquer mudança, qualquer pessoa que diga que está sempre mudando, na verdade, o que procura é a estabilidade de um detalhe, algumas vezes escondido a sete chaves, outras vezes claramente explanado e, raras, incoscientemente desejado. Por isso, é importante ter em mente o que vai ser mudado, como será e quais são as possíveis conseqüências, pois o que pode ocorrer é mudar o que se queria manter e manter o objeto de mudança. Além da trsiteza do fenômeno, é uma baita frustração para as expectativas, mas essas já são tema para um outro texto...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Justiça e amor: uma conta estranha

Não sei ao certo sobre o que vou escrever hoje, mas aqui sentei e vamos esperar para ver o que sai... Lembrando-me de um fato que ocorreu há pouco tempo, fiquei espantado com o sentido de justiça que cada um de nós carrega consigo. Já parou para pensar no que é justo? Se você ainda misturar com amor e vingança a discussão se aquece e pode-se gerar um conflito de pessoas, em vez de idéias.

Por exemplo, quem ama, por que ama? Como lida com o sentimento? E o amado, como lida com o amor que sente e o que faz com o que recebe? A justiça de sentimentos acontece quando ambos amam e são amados de maneira igual? Apesar de isso ser impossível, essa seria a medida caso possível?

Agora imaginem uma situação na qual o amor não é correspondido sendo, primeiramente, tratado com indiferença. Um homem que ama mulher e ela não está nem aí? O que fazer com todo aquele amor? Ela não é obrigada a corresponder, mas isso é justo? Se for, que medidas podem trazer a justiça?

De outra forma, quando o amor é mal tratado? A vingança se justifica? É justo se vingar e colocar todo o veneno recebido de volta? Mas isso pode ser injusto, porque a vingança pode ser muito maior do que o vacilo... e aí, como esses "valores" se ajustam??

Só fiz essa pequena reflexão por alguns motivos: 1) medir sentimentos é algo muito complicado, todas as pessoas sabem disso e concordam, mas tendem a quantificar, com as perguntas singelas: "o quanto você me ama?", "será que o meu amor por ele é maior do que o que ele tem por mim?".

Então o que acontece é que quando avaliamos por fora e lemos um texto como este, de cara achamos que é coisa de louco medir o amor. mas quando estamos juntos de alguém as singelas perguntas quantificam, ou tentam, sem se dar conta. Quando o amor se transforma em ódio, aí é que os argumentos para a vingança são os mais quantificáveis possíveis....

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Beleza? Como definir?

O padrão de comportamento masculino por regiões brasileiras, uma antropologia barata. Antes de falar do processo de caça das espécies do país, é preciso fazer uma série de suposições, pois caso elas não estejam bem claras, posso ser acusado seriamente de discriminação, coisa que estou longe de praticar e muito menos quero ser acusado de tal.

Pois bem, o que é a beleza feminina? Aquilo que agrada os sentidos do homem, belas bundas, seios que cabem na mão de um cavalheiro ou, para os mais gulosos, os maiores possíveis com consistência e forma. Olhos claros, sedutores, atraentes, cintura fina, pernas grossas, mas há os que prefiram as mais finas. Cabelo, ah, o cabelo loiro para namorar e mais escuro para casar.

Poderia escrever vários e vários atributos da beleza, mas não caberiam aqui, ou pior de tudo, iria escrever todos os tipos de mulheres, porque gosto não se discute e cada um tem o seu – não se discute. Pois bem, apesar dessas ressalvas, o brasileiro possui um padrão de beleza feminina no seu eu, e eu o coloco aqui, de acordo com a minha visão de mundo e, influenciado é claro, pelas minhas preferências.

Então, resumindo, vamos dizer que as mulheres bonitas são aquelas que se aproximam das gaúchas, loiras de olhos azuis. Quando não, morenas de olhos claros ou morenas de pele com cabelo liso e assim por diante... É razoável? Se positivo, continuamos a história...

Um abraço a todos!

domingo, 6 de janeiro de 2008

O amor está nas unhas do pé...

No primeiro dia do ano, estava conversando com uma amiga minha sobre qual cor havíamos usado na virado do ano. Ela tinha usado um belo vestido verde, que pude apreciar por uma foto, já que conversávamos por MSN. Eu lhe respondi que queria passar de verde também, mas quando vi uma bela camisa azul no shopping, não resisti e acabei comprando a dita cuja para a entrada de 2008.

Eu não me lembrava ao certo o que significava o verde e o azul, apenas que era algo tipo paz ou coisa boa, enquanto que o verde seria o da esperança. Como estava encucado com a dúvida, recorri ao oráculo do séc. XXI e achei a seguinte página: Estrela Guia.

Lá matei minha dúvida, e fazia sentido minha amiga querer o verde, nada ruim para quem vai se formar usar a cor da esperança e do recomeço. O meu azul para paz de espírito, segurança, harmonia e tranquilidade é bom também para mim, mas para qualquer pessoa, não é?

Mas até aí tudo ok, eu sabia que não queria passar de amarelo por trauma do ano em que me vesti de pintinho no reveillon. Cheguei ao vermelho e li o seguinte: "Para ter 12 meses de muita paixão, força e energia, ao menos pinte as unhas com esta cor. Isso já vai garantir um ótimo resultado".

Boa alternativa para quem quer um novo amor. Sinceramente, não há cena de desespero maior do que uma mulher na noite do dia 31 com um vestido inteiramente vermelho. Ou melhor, há sim, uma mulher de saia vermelha e camisa amarela que vi quando ia para uma festa. Crusis... precisa mostrar para todo mundo?

Mas isso não vem ao caso. A verdade é que ao longo da semana passei a observar os pés das mulheres que conheço, nas ruas e BINGO!!! Váááárias delas com a unha do pé pintada de vermelho. Impressionante, das que eu vi eu diria que pelo menos 50% estavam assim.

Obviamente elas pintaram os pés para o reveillon e ainda possuam o vestígio, inocente mas presente, de um dos desejos para o ano que se inicia. Uma dica que eu conhecia era a de usar a lingerie no tom, pois assim os desejos não seriam vistos pela imensidão de pessoas com as qual nos deparamos na última noite do ano.

Um abraço a todos, um ótimo 2008 e muitos amores!!