QUASE ARTE

nhamm nhammmmmmmmm!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Amor Blue - Roberta Sá

Não ando muito inspirado para escrever, por isso minha singela contribuição da semana é colocar o link para download da música Amor Blue, da Roberta Sá, que faz parte da discografia da novela Ciranda de Pedra.

Quem tiver a oportunidade de assistir à novela, por favor me diga se a músia vem sendo tocada e em quais momentos ocorre.

Um abraço a todos!

(clique aqui)

sábado, 3 de maio de 2008

Tentação de chefe II

(continuação de Tentação de chefe I)

"Olga..."

"Quieto, meu amor... Eu escutei você falando da peça, sua opinião de como deveria ser. Adorei a idéia e percebi que você nunca havia tido uma chance aqui na empresa. Você precisa aprender a trabalhar sob pressão... Quero uma relatório até o final do dia na minha mesa, aso esteja bom, vou te efetivo na área de produção de eventos na empresa".

Tal área era o filet mignon do mercado. A diretora ia demitir o rapaz pela sua falta de respeito, mas o cara era realmente bom e foi o primeiro a esnobá-la, tudo que ela mais queria. Assim, ela mudou de opinião no caminho e resolveu ver o que o rapaz tinha de bom, apesar de seu aspecto de bom menino. O trabalho entregue na mesa foi motivo de elogios em toda a empresa e a efetivação era certa no pós-formatura.

Por coincidência, Juninho foi trabalhar em um projeto de Olga, super confidencial. Em pouco chegar em casa meia-noite virou rotina, cada vez mais ele trabalhava depois do horário, geralmente com Olga, apenas ela. Com a desculpa de ainda ser um estagiário, ela pagava o jantar, mas sempre em ótimos restaurantes, seus decotes ficaram cada vez mais sensuais e a maneira como ela ensinava os assuntos faziam Juninho a cada dia ter mais excitação por ela.

Até que um dia choveu demais e a não parava. Em plena Av. das Américas formavam-se bolsões, justo aquele dia que saíram mais cedo do trabalho. Sem titubear, olha entra no Dunas e fala, vamos parar aqui, porque é mais seguro. A gente pega um quarto, assiste a uma televisão e ficamos livre de ter de pagar R$ 2.000,00 de conserto de carro. Subiram para suíte como dois adolescentes, Juninho não acreditava como sua chefona poderia ser tão legal, a ponto de não ver nenhum perigo em entrar em um local daqueles, afinal de contas, mesmo sendo noivo, as mulheres não engoliriam isso.

Ele entro, deitou na cama e virou para tv. Ao olhar no espelho, Olga estava com uma cinta liga, numa meia luz, com uma silhueta perfeitamente esculpida. Sua cara ficou como a de um bobo em milésimos de segundo. Ele não acreditava, que aquela senhora, poderia ser algo tão perfeito. Aquela respeitada profissional e bela mulher, ali, na sua frente, seria o melhor ponto de seu currículo. Ele fingiu que não viu, pois acreditava da inocência da tia.

Um misto de tesão, desejo, vontade lhe passavam no sangue. Ele estava quente, ele não era de ferro, não ia aguentar ver aquilo tudo; ao passo que aquela duna de areia não era para seu caminhãozinho de madeira. Tinha que ter respeito. Mas ela não era inocente assim, tinha algo de errado, ou melhor, muito certo ali. Quando Olga finalmente saiu do banheiro, extremamente sexy, Juninho olhou para sua aliança de noivado. Foi o tempero mais sórdido que aquela mulher teve em toda sua vida.

Naquele momento, aquele anel foi extremamente excitante, que fuzilou o garoto que cada vez mais se desesperava entre a mulher que mais admirava e, realmente era boa mesmo, ali, na sua frente, preparada especialmente para ele e sua noiva, o amor da sua vida, aquela menina da 19 para quem prometeu amor eterno.

A tentação venceu. Olga achou que fosse acabar com o menino, depois daquela crise existencial ele poderia ser apenas um brinquedinho. Ledo engano! Ele foi para cima e ela se arrependeu de nào ter feito isso antes, como ela poderia se contentar com aquele seu marido tão fraco? Juninho se comportou como um profissional, ela cansou antes mesmo que o garoto se sentisse com a missão cumprida. Ela cedeu e foram até o raiar do dia... O problema é que não podiam, ambos, chegar com as mesmas roupas do dia anterior e com os perfumes trocados.

O jeito foi o rapaz ir para casa, para cumprir seu horário dia seguinte. A diretora poderia chegar em qualquer hora. Naquele momento ela se curou do recalque. Viu que a melhor coisa que aconteceu na sua vida foi experimentar o diferente, conhecer outro cara e ter experiências diferentes. Juninho terminou o noivado alegando falta de maturidade para manter uma relação daquela natureza.

Olga passou a ser a mulher mais tarada que conheço. Não perdoava ninguém, ela adquiriu gosto pela coisa, mas ela fez uma promessa: quando encontrasse alguém como o seu "primeiro menino" pararia para um namoro sério, mas Juninho era um quase profissional, cara de bom menino com talentos ocultos...

E assim foi. Juninho teve uma carreira meteórica, com seus trabalhos de motivação com suas chefes, em 8 anos passou a gerenciar as contas das 3 maiores anunciantes do país, além de ser o eterno amante step de Olga. Essa passou a contratar mais estagiários, sempre homens, com cara de nerd, ao estilo Juninho, que passaram a ser conhecidos com os estagiários meteoros, símbolo que representava suas carreiras.

Tentação de chefe I

Eu estava analisando as estatísticas de acesso do blog e percebi que o texto mais visto foi o do amor nas unhas do pé. Com apenas 3 comentários, 1 de uma frequentadora frequente e outros 2 de primeiras visitas, pude concluir que tive muitos visitantes anônimos e, ousaria, que foram recomendados, já que a página do google me mandou algumas pessoas com palavras-chave relacionadas. Esse é um bom indicador, porque se alinha com o objetivo da criação do blog.


Para quem ainda não sabe, um dia quero escrever um livro, contos ou um romance, de preferência trágico, com histórias cotidianas e, que de alguma forma, gerem reflexões sobre o comportamento que as pessoas possuem. Para tanto, baseio em histórias reais, vividas por mim, mas com muitas transformações, diria que da maneira como gostaria que fosse. Nada melhor do que escrever um agora, não acha?


Posso quase afirmar que assim foi: D. Olga, diretora de eventos da crescente agência de propagandas acabara de se separar do marido. No alto de seus 42 anos, o máximo que a julgava ter não passava de 34. Ela realmente era de tirar o chapéu, com o dinheiro e a facilidade que possuía com os negócios, conseguiu um carreira de fazr inveja a qualquer ser: pouco stress e muita grana, suficiente para a todo momento cuidar do corpo.

Spas? Poderia ser avaliadora de revistas especializadas. Academia? Montaria série para qualquer jovenzinha ficar nos trinques. Salário? O suficiente para pagar tudo isso. Mas segundo os analistas da área, ela tinha um grande problema, o marido. Apaixonadíssima por ele, aquilo tudo tinha apenas um dono, em 22 anos de casamento. O milionário empresário sabia do ativo que possuía, mas como cachorro que era, em pouco tempo já geria sua mulher e 2 amantes.

Ao ficar mais velho, fazendo seus 5o anos, há pouco, no final de abril, seu portfólio de muchachas alternativas tinha dois dígitos. Quantas eu não sei, mas pelo menos umas 7 em diferentes estados e mais umas 5 na Argentina, Colômbia, EUA, Canadá e Espanha, o mais novo destino de seus produtos. O cara é, sempre foi, uma máquina!

Olga não teve suporte psicológico para suportar aquela situação. O divórcio foi imediato e definitivo. Suas últimas palavras para ele foram "bom dia, meu querido". A coisa foi tão profunda, que ela nem quis conversar para romper aquele romance, foi tudo via advogado. Ela sabia que seu coração tinha um dono, único, mas que não haveria volta. Inconscientemente ela se fechou para o mundo do amor, gerando os mais loucos desejos por quem estava em sua volta.

Como ela havia sido conquista por Tito, ela não se conformava em ter caído naquele estado, como poderia ter sido enganada? Mas aqueles momentos foram tão maravilhosos, que hoje ela repetiria tudo. Mas honra é honra e sua imagem perante a sociedade devia se manter. Seu recalque se transformou em algo muito peculiar, não queria vingança, queria apenas repetir os momentos sexuais de intensos e apaixonados, pois a máquina funcionava como O Km, apesar do avançar da idade.

Ela resolveu escolher seus amantes. Melhor, escolher aqueles que não lhes desse bola, como sofrido no passado, a moderna mulher queria dar o troco à categoria masculina da mesma forma. Mas havia um grande problema, quem ia ignorar aquela beldade?

Em um primeiro momento ela ficou desesperada. A notícia de separação gerou frisson na agência, todos queriam consolar a pobre mulher - mas ela não queria colo, estava interessada em outra coisa. Na night todos lhe davam bola, do jornaleiro da porta da boate aos playboys da área VIP babavam pela tiazinha. E isso recalcava cada vez mais, como aquele idiota do Tito poderia tratá-la daquela maneira.

Dois meses sem a sonhada noite e ela estava quase surtando. Precisava lavar a alma, era mais do que simplesmente sexo. Ela tinha que conquistar seu homem e depois pisar até dizer chega. Até que um dia, passando pelo corredor da agência, ela escuta o papo de 2 estagiários, ambos de último período de faculdade", daquele tipo geninho, brilhante, mas que aceitou a vaga para tapar o buraco dos serviços burocráticos e que, por isso, não teria nada de brilhante no futuro profissional:

Walter: "Po, aquela diretora é um espetáculo, ah se a pego de jeito..."

Juninho: "Que isso cara, ela é bonita sim, mas nem penso numa coisas dessas. Ela poderia ser minha mãe e não troco minha namorada por nada".

Ao escutar aquilo Olga subiu nas tamancas. Ninguém nunca havia falado aquilo para ela, como poderia um pirralho de 20 e poucos anos ousar dizer aquilo. E ser trocada por uma pirralha? Aquilo era o cúmulo! De maneira alguma isso ficaria daquele jeito, haveria troco. Foi o tempo de chegar na sala e chamar o estagiário para um papo.

"Juninho, queria que você se lembrasse daquilo que você comentou com o Walter no café. O cara tremeu, gelou, seu futuro profissional acabara... Sra. Olga, eu queria pedir desc..."

"FIQUE QUIETO AGORA MESMO E REPITA!"

(continua...)